terça-feira, 19 de março de 2019

Pressão e diabetes

COMO NÃO MORRER  DE PRESSÃO OU DO DIABETES
João Joaquim  

Quero neste texto discorrer e alertar para duas doenças muito frequentes, que são negligenciadas pelas pessoas e que mais matam no mundo. Estou a falar da hipertensão arterial e do diabetes. Basta lembrar que 30% das pessoas em geral são hipertensas e 10% tem também o diabetes, ao mesmo tempo. A coexistência dessas doenças traz um alto grau de morbidade e mortalidade. A somatória dos danos na saúde se torna devastadora quando o portador desses dois diagnósticos se torna displicente e descuidado nas recomendações terapêuticas oferecidas pela medicina.
Tanto a hipertensão como o diabetes têm efeitos deletérios nos mesmos órgãos vitais. Ou os chamados órgãos alvos: coração, sistema circulatório, rins e retina. Elas são as principais causas de infarto do miocárdio, de derrames cerebrais, de insuficiência renal irreversível  e cegueira (retinopatia hipertensiva e/ou diabética).
Em face portanto dessas características quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento menos riscos corre o paciente. Uma marca comum de ambas essas doenças é que elas podem ser silenciosas na maioria de seus portadores. Uma pessoa saudável deve aferir a pressão pelo menos uma vez por ano, o mesmo se recomenda com a prevenção do diabetes, com uma dosagem da glicose sanguínea uma vez ao ano. Para os hipertensos ou diabéticos essa monitorização se torna mais rigorosa que será ditada pelo médico que orienta e assiste o paciente.
Em medicina ou saúde em geral temos a classificação dos chamados fatores de risco (FR) para as doenças. Por definição FR é aquela condição, característica ou comportamento que aumenta a chance ou probabilidade de um indivíduo desenvolver alguma doença ligada àquele fator.
Para ilustração vamos a alguns exemplos. O tabagismo é um fator de risco enormíssimo para câncer de pulmão; o álcool para o alcoólatra é um grande FR para a aquisição de cirrose hepática. Tanto o câncer de pulmão quanto o alcoolismo se equivalem em termos de prognóstico e expectativa de vida.

Existem alguns FRs que são genéticos, têm influência familiar, por isso hereditários. Dois exemplos como modelos. O câncer de mama na mulher. Muitas pacientes têm um gene de alto  risco para câncer. Outro exemplo: a presença de pólipos no intestino grosso (polipose familiar). Trata-se de uma anomalia intestinal que uma vez diagnosticada tem que ser extirpada porque se transforma em câncer.
Em se tratando estritamente dos FRs para doenças cardiovasculares. Eles são muitos e vamos tratar dos principais. O primeiro grande fator para morte cardiovascular é genético e ele não deve ser negligenciado. A própria hipertensão arterial é uma doença poligênica em cerca de 80% das pessoas, ou seja tem uma causa hereditária, com múltiplos genes envolvidos. 
Para sistematizar, os principais FRs para as cardiopatias e acidente vascular cerebral (AVC) são a hipertensão, o diabetes, o tabagismo, o uso de drogas ilícitas, o colesterol alto, o sedentarismo e a obesidade.
A cardiologia tem uma tabela de análise dos FRs para cada perfil de pessoa, baseada na idade e naqueles atributos presentes no paciente. Em termos práticos e objetivos, quanto mais FRs tiver o indivíduo, mais grave é a sua situação em probabilidade de ter uma doença cardiovascular. 
Existe um somatório de pontos e interação negativa pela concomitância dessas condições mórbidas. A coexistência desses fatores tem sido muito presente em nossa sociedade, com um alto percentual de indivíduos sedentários, tabagistas, obesos, com hipertensão sem medicação e alterações metabólicas a exemplo de glicose e colesterol elevados. São condições mórbidas silenciosas.
Em conclusão, deixo reiterado o alerta inicial, da coexistência muito encontradiça da hipertensão e diabetes. São os FRs mais nocivos no sentido de comprometer órgãos vitais como coração, rins, retina e cérebro.
A notícia boa é que ambas as doenças, e ao mesmo tempo como grandes fatores de risco , têm pleno controle e prevenção. Basta a observância  das recomendações médicas para mudança no ritmo de vida e de da alimentação, mais o emprego  correto dos medicamentos específicos. Nesses termos é como se a pessoa estivesse curada desses doenças altamente mortais e causadoras de graves sequelas. Como alerta citem—se  as sequelas de um derrame cerebral ou da insuficiência renal e amputações por que passa um diabético que não seguiu corretamente as prescrições médicas.  Não quer morrer dessas doenças terrificantes ? Siga fielmente os conselhos e prescrição do médico. MARÇO/2019.     
João Joaquim  médico e cronista do Diário da Manhã 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Andressa, médica UFMG

O CASAMENTO HIPOCRÁTICO DE  MINHA FILHA ANDRESSA DE SOUZA NEVES
João Joaquim  

 Uma das felicidades com que sonham os pais é a do casamento dos filhos. E esta felicidade é maior e mais magnífica quando é do casamento da filha. Aliás, é explicável. Quantos e quantos adjetivos se referem à noiva. Natural porque a mulher é de fato portadora de inúmeros qualificativos que faltam aos homens. Sensibilidade, encanto, sexto sentido, afabilidade, poesia, ternura. Enfim sobram adjetivações. No trato por exemplo dos compromissos afetivos e conjugais, alguém já ouviu falar em terno de noivo, gorro ou chapéu de noivo. Se for mulher, quantos adereços, perfumes,  bens ornamentais se destinam a elas, noivas. Vestido de noiva, véu de noiva, convite da noiva, noivado (da noiva). Ao ouvir o termo noivado, qual lembrança vem logo ? Claro que ela, a noiva. O noivo vem depois como mero acessório.
Basta parar e refletir sobre o papel e os  rituais esponsalícios. Tome como exemplo a celebração religiosa. Alguém presta atenção na entrada do noivo na igreja ?  Só se ele atrasar ou cometer alguma gafe ou deslize na hora do sim. Tudo e todos os olhares, câmeras e filmagens estão voltados para ela, A Noiva.  O vestido, o véu, o buquê de flores, suas maquiagens , adereços e sua expressão de felicidade. Não remanesce controvérsia de que casamento parece uma convenção e celebração feminina. Basta um olhar mais atento e considerar que até os padrinhos e madrinhas, as crianças acompanhantes  que fazem o séquito da noiva adquirem signos e cores diferenciadas. Tudo voltado para ela, símbolos e signos da feminilidade.
Eu, de minha parte quando fui casar e receber a minha ex-noiva (Sandra Regina Araújo), hoje minha esposa, guardo vivamente essas imagens. Ela toda bela, airosa, elegante, entrando com todo aparato na igreja e o aqui mero figurante lá atrás nas fileiras dos presentes , praticamente anônimo. Nesse quesito foi até reconfortante, dado que sou mais tímido e recatado.
A questão é que a tradição dos casamentos tem mudado. Hoje não se casa tanto ornamentalmente e majestosamente  como antigamente. As celebrações, os ritos e os arranjos conjugais vêm se modificando. E é compreensível considerando a evolução, os avanços tecnocientíficos , e nesse rol entram também as modificações do comportamento das pessoas, das famílias;  inseridos que estamos na chamada hipermodernidade, era digital, tempos da hiperconectividade e da comunicação instantânea.
Neste janeiro de 2019 eu estou desfrutando da felicidade do casamento de minha filha. Tenho  dois filhos, a primogênita, Andressa e o caçula, Gustavo. Minha filha está me proporcionando a 2ª  maior felicidade, depois da felicidade de seu nascimento. De forma sumária, eu explico como foi esse arranjo nupcial.
Tudo se iniciou com um flerte e vocação natural, um namoro e noivado de 6 anos e a conclusão do enlace conjugal. Antes de revelar o noivado e a união conjugal, aliás estabilíssima, eu conto um pouco de sua infância.
Lá pelo ciclo maternal, 4 anos, 6 anos, 8 anos de idade um dos brinquedos ou mimos de Andressa eram suas bonecas. Com esses objetos humanos ela já instintivamente se fazia passar por babá, por mãe e não raro se representava como médica das próprias bonecas. Nisso pode-se concluir que a natureza é sábia e não faz nada por acaso e por saltos. Ela, aos poucos vai nos mostrando os seus desígnios, a que fomos destinados. Caprichos de nossa existência.  
O primeiro grau se fez no Colégio Agostiniano ; o  segundo grau no colégio WR Goiânia. Dessa fase do ensino fundamental, A Andressa traz construtivas reminiscências, marcas das melhores amizades feitas com colegas de ensino e de seus professores.
No ensino fundamental a Andressa já tinha decidido o alvo de seu principal namoro. A Medicina. Ou seja seu noivado e casamento com a profissão médica já tinham prenúncios na idade das bonecas. Tudo se fez de forma natural. Aos 24 anos de idade ela se graduou (casou) em Medicina pela UFMG –Belo Horizonte MG, em dezembro/2018.
Comparativamente a Medicina se equivale a um noivado e casamento;  uma união conjugal das mais estáveis e duradouras. Pensem bem! Quantas separações e divórcios se dão entre os casados tradicionais ? A chance do médico ou médica se divorciar da Medicina é quase zero. Este sim ! Pode ser considerado um SIM dos mais leais e fieis ,  até que a morte os( profissional e a Medicina) separe.
 Todo enredo desse estável e fidelíssimo casamento se dá assim: Primeiro o (a) jovem tem atração pelo curso. Pede-se então  a mão (consentimento) à universidade via  vestibular ou ENEM. Aceito a relação afetiva (aprovação) inicia-se o namoro. E os primeiros anos constituem de fato um namoro, uma confirmação do amor e afetividade entre o aluno (a) como namorado(a) dessa Arte e Ciência do cuidado da saúde, do bem estar e da vida das pessoas.
Passados os quatro primeiros anos, vêm o 5º e 6º anos, que representam o noivado. Períodos em que os alunos iniciam a fase mais importante do curso. É o contato com as disciplinas de forma prática e com o atendimento aos doentes. Aqui pode-se afirmar que a relação não tem volta. Todos já se sentem meio médicos.
A Medicina em tudo se assemelha ao casamento quando dos rituais da formatura. Até mesmo com os convites aos escolhidos para as cerimônias e baile final. Têm-se a missa com os formandos e familiares, a sessão de colação de grau com a entrega dos diplomas e por último  a grande festa com o baile dos formandos e convidados.
E não esqueçamos que o casamento entre formandos com a Medicina tem o registro no civil, que é o registro no Conselho Regional de Medicina. Tudo a ver. E justiça seja feita, diferente do casamento entre pessoas, tanto o jovem como a jovem médica, recém casados, terão direito e dever de trajar a mesma indumentária, por exemplo roupas brancas. Como o popular jaleco. Esses acessórios de cor branca, são como véu da noiva ou bata de branco para o noivo. 
Por isso minha felicidade e orgulho de participar e ser pai de uma filha médica;  minha herdeira na profissão , Dra Andressa de Souza Neves. A ELA, declaro casada com essa das mais belas profissões, A Medicina; a Ciência e a Arte do cuidado e amparo às pessoas que de alguma forma padece de algum mal, seja este da alma ou do físico.  Parabéns minha filha ,  por me produzir tão grande realização, contentamento e felicidade. Janeiro/2019

com-viver

Os    SEGREDOS DE UMA BOA  CONVIVÊNCIA
João Joaquim 


Com as mídias digitais e as redes sociais vivemos em uma atmosfera social com um intenso e intrusivo patrulhamento do comportamento das pessoas. A internet e todos os seus recursos vieram com esse poder, essa força de vigilância, de crítica e devassa social. E para ser justo, bem justo mesmo, as próprias pessoas ao se exporem  em demasia em suas páginas virtuais é que permitem e dão azo a que outras pessoas, na maioria das vezes desocupadas e vazias façam essa implacável vigilância e patrulha.
Sempre que escrevo e comento sobre as plataformas digitais, com suas ubíquas redes sociais, vêm-me à lembrança uma consideração do semiólogo, filósofo e crítico Umberto Eco (1932-2106). Perguntado pela jornalista Ilze Scamparini( Globo News) sobre a internet, o grande escritor italiano não titubeou: as redes sociais dão direito à palavra a uma legião de imbecis. E continua o entrevistado, “antes eles falavam em algum bar após uma taça de vinha e a conversa morria ali. Agora não, agora eles têm voz e vez”.
 E é isto mesmo. Conforme Eco, muitos têm direito à palavra como um prêmio Nobel. Os usuários da internet, na maioria esmagadora, constituem  um grande rebanho de pessoas sem outros objetivos maiores e mais nobres na vida. Esses recursos da Internet,  para elas, permitem a que façam as interações com o mesmo mundinho que as caracterizam; todos se encontram no mesmo vácuo , nas mesmas frívolas e insossas atividades. Nada fazem, nada produzem, existem num eterno far-niente.
A questão do patrulhamento e da vigilância digital traz-nos no bojo do mesmo tema outras questões das relações sociais que são as referências, as considerações, as titulações, as adjetivações, os apelidos, as apreciações sobre as atitudes e condutas das pessoas, o seu caráter;  e num grau extremo até os insultos que que são trocados. E trocados porque quase todos, insultados e insultadores pertencem ao mesmo jaez, à mesma tribo social.
Quando alguém recebe uma consideração, um comentário sobre si vindo de terceiros, sejam pessoas “amigas”, seja de alguém do ciclo de inimigos, a primeira reação deveria ser esta indagação  : trata-se de uma inverdade, de uma fofoca? Ou ao contrário: esse comentarista está se referindo a alguma característica de fato verdadeira? Um comportamento, atividade ou ato que cometi fora dos padrões sociais? Ora, se for isso necessário se faz uma adaptação. A abelha deve voar e se comportar conforme a ânimo e regras da colmeia, do contrário elas podem ser picadas pelas próprias companheiras.
Dentro dessa análise, como alvo desses comentários, adjetivações ou apelidos entram por exemplo referências étnicas, preferência sexual, cor da pele, etc. Nesses termos, conforme os objetivos e tom do insultador, estamos diante de um crime e necessário se faz gerar um boletim de ocorrência policial e denúncia ou queixa crime no ministério público.
Em suma aquilo que as pessoas dizem a nosso respeito pode ser uma verdade incontestável com a qual eu tenho que conviver. A análise também aqui deve levar em conta o objetivo desse comentarista, dessas considerações e características a mim endereçadas.
Nesse sentido, o tom, a intensidade desses títulos e atribuições. Mais do que  isto , a finalidade dessas atribuições. O inteiro teor, o objetivo desses comentários devem ser levados em conta. Até mesmo quando alguém nos dirige algum insulto, seja ele de que magnitude for, deve-se de forma civilizada e ponderada avaliar os termos empregados. E então de forma educada, polida, e  civilizada responder à altura a esse insultador ou impostor(a).
Há um princípio que afirma: “o insulto só funciona se você beber o veneno”. Assim devemos reagir quando alguém nos fizer alguma referência com intenção de nos irritar, nos desequilibrar ou tirar a nossa calma, a nossa civilidade. De sorte que fica claro que ao receber um veneno, ele só me intoxicará ou fará mal se eu o ingerir. Tomemos alguns exemplos da vida cotidiana.
Se alguém olha para você e o  qualifica de careca, de gordo, de baixinho, de velho, de pé-rapado ou gay. Nesse instante, você deve certificar se  se de fato trata de um atributo falso ou verdadeiro. Nessa circunstância os especialistas em comportamento humano aconselham como reagir. Como exemplo:  Se for um atributo falso e não injurioso ou não preconceituoso. O que revela esse comentário? Nada mais do que a dor moral ou inveja do insultador. Sua frustração, seus distúrbios adaptativos de sociabilidade. Nada além disso. Pode-se  tratar de uma pessoa perturbada e desequilibrada que merece o nosso desprezo. Só isso.
Como fecho desta matéria o que se deixa como dicas para qualquer um de nós é a busca de uma convivência pacífica e civilizada. Cada um de nós deve ter uma cartilha ou código de conduta nas relações sociais e referências ao outro.
Fazer comentários e considerações a respeito de quem quer que seja pode se tornar uma fórmula de inimizade e intolerância das mais biliosas.
Cada pessoa tem o estilo de vida e as escolhas e gostos ao seu sabor, de acordo com os seus valores, sua educação, cultura e formação escolar. Comentar que tal mulher ou jovem escolheu casar para ter um maridão que tudo patrocina para a esposa, que tal opção foi golpe do baú, pode ser a fórmula certa para ódio  , antipatias e muita inimizade. O que temos com isso?  Cada qual que ouça e enxergue conforme sua audição e visão. Inclusive quem está de seu próprio lado.  Janeiro/2019.         
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Saúde. Patrimõnio


 A SAÚDE É NOSSO MELHOR PATRIMÔNIO
João Joaquim  


Quando se fala em patrimônio, vem logo à mente de qualquer pessoa a ideia de riqueza, de bens e dinheiro. De fato não está de todo falseado. Na origem a palavra tem o significado de herança dos pais. De Pater+ Monius (de pai+estado ou condição, num sentido abstrato). No princípio, na história da humanidade, o termo tinha este significado, todos os bens, apólices, direitos deixados de pai para os filhos. Com o tempo, a semântica alargou o sentido da palavra.
Bem pensado, poderia  dividir o patrimônio em duas categorias. Um patrimônio material constituído  de bens materiais e dinheiro  em espécie ou creditado em bancos. E um patrimônio imaterial (em sentido abstrato). Se perguntássemos a várias pessoas qual o melhor patrimônio imaterial que elas prefeririam, certamente que as respostas seriam as mais díspares . Alguns exemplos: uma sólida formação cultural e acadêmica, uma denominada titulação profissional, fama e celebridade, uma habilidade nessa e noutra arte, talento num determinado esporte, um relacionamento afetivo e conjugal feliz. Entre outras possibilidades.
O aqui modesto e noviço escritor tem também sua preferência pessoal, e dela discorrerá neste artigo. Considero a saúde como um dos maiores patrimônios abstratos que possa ter a pessoa. Para tanto, vamos iniciar pela noção de saúde. Definição ampliada conforme OMS- Organização Mundial de Saúde. Saúde é o pleno bem estar físico, mental, social, emocional e afetivo.
Para melhor compreensão, vamos simplificar esses estados à luz das ciências médicas atuais, era da hipermodernidade ou época digital. A medicina preventiva e curativa de hoje tem plenas condições de promover profilaxia e cura para muitas doenças incuráveis, incapacitantes e de alta mortalidade,  se estivéssemos  no início do século XX. Como exemplo desses avanços as vacinas e soros para muitas doenças infeciosas. Sarampo, varíola, poliomielite e tuberculose como modelos. Sarampo e varíola estão extintas, poliomielite em vias de Sê-lo, tuberculose plenamente curável e sem deixar sequelas .
Na saúde física, ainda que o indivíduo seja portador de uma doença crônica e incurável, tem-se a solução com  uma boa qualidade de vida. Nesse rol de doenças crônicas  temos a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a asma, as cardiopatias, os aneurismas cerebrais, as arteriopatias periféricas, as hepatites, etc.
Mesmo quando o indivíduo é vítima de uma emergência como um infarto do miocárdio, um derrame cerebral ou uma grave lesão acidental. A medicina cirúrgica dispõe de técnicas refinadas e prontas respostas na cura das pessoas. Com total  reabilitação do paciente para sua vida social e profissional e  o mínimo ou ausência de sequelas.
Saúde mental. As muito doenças mentais crônicas e incuráveis têm pleno controle através de psicoterapia e psicotrópicos. São os casos das esquizofrenias e do transtorno bipolar. Os psicofármacos para esses diagnósticos têm eficácia plena e torna o paciente apto ao convívio social e ao trabalho. As especialidades médicas representadas pela neuropsiquiatria, pela psicanálise, pela  psicologia oferecem múltiplas opções terapêuticas para doenças psíquicas que afetam um percentual enorme de pessoas. Temos como exemplos os transtornos de ansiedade, a depressão e muitos outros distúrbios do convívio e das  relações humanas.
Dentro do conceito de saúde emocional e afetiva existe uma lista imensa de possibilidades. Basta imaginar o quanto a pessoa humana é susceptível de adoecer através das conexões psíquicas, emocionais e afetivas. Nesse campo de abrangência muitas são as formas de adoecimento do indivíduo. São as múltiplas possibilidades das relações intersociais. Pais e filhos, namorados, conjugais, interprofissionais, nas organizações de empresas, patrões e funcionários, entre outras. Nessas soluções entram as terapias de família, a constelação familiar, a psicopedagogia, a psicologia do trabalho, a gestão humanizada na área de recursos humanos.
Por fim o conceito de saúde social e até saúde religiosa, obviamente para aqueles que creem em Deus, caso professem alguma religião ou doutrina. E mesmo para os que se intitulam ateus ou agnósticos, se esses encontram um outro sentido sobrenatural para além da vida terrena e biológica. Em termos práticos e resumido quais os requisitos fundamentais para uma saúde plena, física e mental ?
- Moradia digna. Isso significa ter um abrigo, de preferência casa própria, que seja também uma residência com todas as condições sanitárias porque uma construção insalubre vai  igualmente adoecer os seus habitantes.
- Transporte seguro e confortável, seja em veículo próprio ou coletivo.
- Alimentação saudável e qualitativamente correta. Que o indivíduo tenha ao menos 4 refeições ao dia. Atenção! -  alimentar bem não significa ingestão de muito alimento. O mais saudável é o critério qualidade.
- Trabalho digno e remuneração justa. Isto implica condições sanitárias e seguras no ambiente de trabalho; e que as relações de trabalho sejam as mais respeitosas e humanizadas.
 A perda de qualidade nesses principais setores da vida, torna a pessoa susceptível de adoecer. Não são apenas as danos físicos e orgânicos. Entram nesse cardápio as doenças psicossomáticos. A frustração, a insegurança, a insônia, as angústias do cotidiano levam o indivíduo a adoecer também do soma, do corpo e órgãos internos . É como se fosse a janela da alma. Através da mente e das emoções todo o corpo físico se torna sensível e pode adoecer. São exemplos as dores crônicas, as gastrites, a hipertensão arterial, as arritmias, as insônias , as úlceras gástricas , e até o infarto, o derrame cerebral e morte súbita prematura.  Dezembro/2018.    


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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

DRS BUMBUNS


POR QUE SE MORRE TANTO EM  CIRURGIAS PLÁSTICAS E ESTÉTICAS ?
João Joaquim 



Uma vez mais, o Brasil e o mundo, puderam assistir e constatar o quanto a aparência sobrepaira e supera a essência que deveria imperar ao lado da existência. Nesse sentido estão por aí todas as ofertas de estética, de cosmética, de plásticas, de tanta coisa sintética que foi-se parar no lixo a esquecida deontologia e mesmo morrer  qualquer diretriz ética. As rimas vieram de forma casual. 
Paralelamente a tamanho descalabro de império das aparências, vieram a lume outras questões por demais encontradiças do Brasil contemporâneo. Qual é a diferença entre o que é legal, o que é lícito e ético em nosso país?  Existe uma sigla PQD que encerra uma pergunta emblemática para nortear as ações humanas em sociedade. Será que tudo que eu posso e quero eu devo fazer(Posso-Quero- Devo ?).  Tal instigante questão nos reporta ao Eclesiastes que nos adverte: tudo me é lícito, mas nem tudo me convém.
O caso modelo do mês  refere-se a mulher que insatisfeita com suas nádegas (glúteos) procurou um cirurgião plástico sem as necessárias credenciais e qualificação para tal procedimento. Ato contínuo, e sem as necessárias cautelas da paciente, o procedimento se deu na própria residência do profissional, bairro da Tijuca RJ. Houve complicações e a mulher veio a falecer. Pior que isso, no caudal de tamanho escândalo e desmedida insensatez vieram outros casos ao conhecimento público das autoridades, que agora estão a investigar tais ilícitos e criminais atuações profissionais pelo Brasil a fora .
Eis que então várias perguntas foram trazidas a público.
 Do lado da falecida. Como uma mulher, na madureza da vida, tida e havida como bem informada, se deixa ser operada, com um procedimento altamente invasivo, com injeção corporal de substância de alto poder de cair em vasos , e com isso provocar embolias de toda ordem, emergência essa das mais letais , por um profissional charlatão? O produto em questão foi o polimetilmetacrilato – pmma .
Pior do que charlatão, em um cenário não hospitalar, sem as elementares condições assépticas e de assistência emergencial na hipótese de complicações no curso transoperatório.
Basta lembrar que qualquer procedimento que envolve sedação, analgesia e anestesia tem o potencial de complicações. Entre essas, de maior frequência, têm-se a hipóxia, a convulsão, a hipertensão ou hipotensão arterial, as arritmias cardíacas, as tromboses, infarto do miocárdio e embolias. Todas de alto risco de morte súbita ou tardia em uma UTI; quem sobrevive pode portar sequelas pelo resto da vida .
Do lado do profissional -Como um sujeito que se diz médico, propõe a fazer um procedimento invasivo, em sua própria residência, sem os meios de monitoração das condições vitais e aparelhos de assistência emergencial, em caso de uma complicação perioperatória, que coloque em risco a vida do paciente?
Do ponto de vista ético e técnico e científico é no mínimo um sujeito abestalhado, aventureiro e irresponsável. São requintados erros de imprudência, negligência e imperícia médica. Conforme vem noticiando a imprensa, o infausto profissional da vez tem no curriculum vitae, um histórico de erros médicos, processos ético-profissionais, suspensão  do exercício profissional e até participação em homicídio. Como noticiado, o dito-cujo profissional tinha registros nos conselhos de medicina de GO, do DF e RJ. Como tais disparates são aceitáveis? No Brasil pode.
Do lado do conselho profissional (CRM);  como se permite ao auto intitulado médico, com uma folha corrida eivada de malfeitos, continuar no seu múnus de cuidar da saúde, das doenças, da vaidade e vida das pessoas?
Onde está consignado na cartilha do código de ética médica que um profissional com tais qualificadoras possa continuar exercendo um ofício tão nobre? Qual seja, o de promover a saúde, o bem estar, a vida e a felicidade das pessoas.
E por fim, Do lado da justiça. Como bem o expressa, a Justiça (com J maiúsculo) existe para fazer justiça. Simbolicamente, a deusa Témis, da mitologia grega, traz consigo uma balança (equilíbrio) e uma venda nos olhos. Por que de tais adereços? Julgar com equilíbrio e sem um juízo dos olhos, sem olhar a quem está aplicando justiça. Para esses objetivos em que se baseiam os operadores de justiça?
Em indícios, em relatos de testemunhas, em provas concretas de documentos, fatos, perícias. Como compreender, assimilar, aceitar a decisão de um magistrado que ante todas as provas de imprudência, imperícia e negligência libere um profissional médico para o exercício profissional? Tal natureza de decisão tem sido um fato recorrente em nosso país. Um médico comete lá um determinado ilícito, um grave erro no atendimento a um paciente, ele é suspenso do exercício profissional, vem uma liminar judicial com a permissão ao referido investigado o cassado profissional  a que volte a atuar em sua especialidade.
Por isso ficam aqui essas inquirições que nos inquietam, o que é ética, o que é lícito e legal neste país?
No caso líquido e concreto em foco dos erros médicos ficam aqui algumas diretrizes. Médico se equipa a muitas outras profissões. A um ourives, a um sapateiro, a um advogado ou jornalista. Assim como há os rábulas e chicaneiros na advocacia, há os charlatões da saúde. Já disse em outros artigos que o pior charlatão em saúde é aquele que faz uma faculdade e tem diploma. Com o diploma, o indivíduo tem autorização ética (conselho de medicina por exemplo) e legal para fazer o bem ou o mal . No Brasil com mais uma esquisitice vigente. Qualquer médico pode fazer procedimento de qualquer especialidade. Os conselhos de medicina e a lei assim o permitem. Não deveria ser. Mas é assim em nosso pais.
Então a melhor segurança é: observar o histórico do profissional na comunidade onde ele atende. Se informar sobre os pacientes por ele atendidos. E mais importante, se informar no conselho de medicina e na sociedade da especialidade. Com esses dados em mente se torna muito mais seguro passar por qualquer procedimento cirúrgico ou invasivo. E importantíssimo, fazer  exame pré operatório com um Cardiologista, além dos hematológicos indispensáveis para o procedimento.   Agosto/2018.  

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sexta-feira, 30 de março de 2018

Saúde e Religião

 A RELIGIÃO TAMBÉM ALIVIA E CURA NOSSAS DORES
João Joaquim  


A ciência, como aceitação consensual,  se demonstra com matemática, com lógica, com dados concretos, com experimentos, com ensaios, com física, com a química. Enfim com provas universais bem incontestáveis. A medicina é um campo profissional que se vale dos muitos braços científicos. Ela se vale por exemplo da biologia, da química, da física, etc. Todavia, ela não é estanque, nem está vedada à influência de outras áreas do conhecimento e abstração humana, à sociologia, à filosofia e religiosidade. 
Todos esses segmentos da sabedoria, do pensamento e da prática humana, podem e devem fazer parte da estratégia e das diretrizes  terapêuticas e enfrentamento das doenças; tudo a serviço do bem estar, da saúde e da vida humana.
No reforço e defesa dessas premissas basta lembrar que muitas  afecções de origem puramente orgânica terão um componente emocional adicional. Inversamente, muitos transtornos psíquicos na origem (ansiedade, depressão) terão graves repercussões somáticas e físicas ( doença psicossomática). Trata-se do princípio basilar do que seja doença psicossomática. É a emoção ou a alma como porta para muitas das dores e do sofrimento do corpo
, do soma, de nossa fisiologia e economia orgânica.
Uma questão que muitos veem com ceticismo e incredulidade em medicina refere-se ao papel da religião ou religiosidade. O papel da terapia espiritual. Em minha já longa trajetória de médico, já participei de muitos congressos, conferências e simpósios. Nas poucas vezes em que se abordou o papel da fé e da religiosidade do paciente em tratamento tal matéria foi vista com um certo desdém e desprezo .
Tal constatação se mostrou presente não apenas nos ouvintes, mas até mesmo com superficialidade e sem convicção ou entusiasmo dos que conduziram os experimentos ( os pesquisadores condutores do estudo).
Independentemente da crença, religião, fé ou mesmo do  ateísmo da pessoa, o que importa é que somos constituídos de uma dualidade corpo e alma ou corpo e mente. E mente aqui deve ser lida também como a nossa psique, as nossas emoções, nossa capacidade dos mais complexos e variados sentimentos (amor, amizade, afeto, fraternidade, ódio, antipatia, inimizade, egoísmo e vingança). 
Diferente dos irracionais temos racionalidade e memória. Temos a capacidade de ver, ouvir, presenciar fatos e ações e guardar tudo em nossa consciência e na memória. Esse tão nobre atributo dos homens por um lado,  muito ruim por outro porque  pode voltar contra o próprio portador, trazendo-lhe recalques, sentimento de culpa, de  raiva, medo , dor e sofrimento de toda ordem.  
Como referido na introdução Ciência se fundamenta em dados lógicos, concretos e matemáticos. Religião se baseia em intuição e fé . O que há  de consensual é que o organismo humano tem de fato um componente físico (mensurável, palpável) e uma esfera imaterial, intangível, composta do psiquismo, de uma consciência, emoções, a que se pode também nominar de alma. Essa aceitação independe de religião, de fé , de filosofia contrária a essas concepções. Há filósofos ateus e aqueles em profunda conexão com o sagrado, com Deus.
O certo é que o homem (gênero) é o seu corpo (soma) aliado a todos os seus sentimentos, crenças, fé e suas concepções de mundo, de Deus e de todas as coisas que o cercam. Partindo então desses postulados, como imaginar então a pessoa desconectada de todos esses componentes? Quase impossível .
Imaginando as partes interligadas tem-se então que se uma pessoa  adoece, todo o resto será acometido na proporção de sua susceptibilidade e  de sua resistência. Diante das doenças, todos, rigorosamente todos, nos tornamos criaturas frágeis, vulneráveis ; e nessa hora precisamos do cuidado de outrem, das energias emanadas em nosso favor, venham de onde vier.
E a fé inclusive, pode ser essa última energia a nos revigorar e superar o inimigo psíquico ou orgânico( a depressão e a dor física , por exemplo), a doença que teima em romper esse tênue fio que nos segura, a vida.
Para o bem daqueles comtemplados com tais experiências e iniciativas vêm surgindo grupos de estudos e especialidades médicas dedicadas ao emprego de práticas e atitudes religiosas na cura das pessoas. São condutas estimuladas sem nenhuma discriminação de religião. O que importa aqui é religiosidade.
A fé ou firme convicção de que há um ser maior, um criador acima de toda inteligência e engenho humano. O papel da religião aqui, pode ser praticado inclusive por pessoas leigas, por um pastor, um evangelista que atuará com suas orações, suas intercessões. Esse expediente e prática serão adicionais e  aliados  a toda terapia convencional médica ou psicológica seguida pelo paciente.
Abstraindo-se da questão e vocações de fé e religiosidade. De há muito que se conhecem os nexos causais entre transtornos psicológicos e danos físicos. Conceito de doença psicossomática. Muitas são as doenças que na origem tem um transtorno emocional. Como exemplos, a obesidade, a síndrome metabólica, as gastrites, a síndrome do intestino irritável, a asma, as doenças de pele, a enxaqueca, a fibromialgia, a psoríase, os reumatismos.
Pra ficar em exemplos bem concretos: o indivíduo mal resolvido espiritual ou emocionalmente terá descargas intermitentes de adrenalina, insulina e corticosteroides (suprarrenal). Com tudo alterado o paciente  terá resultados negativos : ganho de peso, insônia, mais depressão, diabetes, mais colesterol, mais pressão alta; assim , mais riscos de morte cardiovascular.
Enfim, e num conceito mais estendido, saúde é um completo  bem-estar físico, social, econômico, ambiental, afetivo, psíquico e religioso. Numa frase para os médicos, para os  terapeutas e pacientes “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”  (Fernando Pessoa)      março/2018


TI e doenças mentais

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DOENÇAS MENTAIS
João Joaquim 


Eu não sou psicanalista nem psiquiatra por formação, sou apenas por informação. Por isso e por direito sinto-me livre para opinar sobre o tema da área de outros profissionais e ensaístas. A minha reflexão de hoje vai para a probabilidade existencial , ou da relação entre tecnologia da informação (TI) e doenças mentais. 

Para melhor contexto, TI se entende por todos os recursos, meios e objetos de conexão com a internet e redes sociais. Assim têm-se do tradicional computador de mesa ao smartphone, iphone,  tablets  e ipads. Entendido também que tais aparelhos podem ser usados, sem estar conectados com a internet, como na execução de áudios e vídeos.
O uso massivo da internet no Brasil tem cerca de duas décadas. O mesmo tempo  também para o telefone celular e as mídias digitais. Em que pesem ser conquistas recentes, já se conhecem estudos conclusivos das consequências do emprego abusivo e imoderado dessas tecnologias. Há por exemplo na USP e Unifesp( universidades do estado de São Paulo) grupos de profissionais (psicólogos e psiquiatras) dedicados aos efeitos e consequências da chamada dependência da conexão ou web dependência. O mecanismo desse “vicio tecnológico “se assemelha ao vício da dependência química (adicção). Como são os adictos de nicotina, da cocaína, do álcool e muitas outras substancias licitas e ilícitas.
O mecanismo dessa forte aliança do usuário com sua mídia (smartphone, celular) se dá na área cerebral. Nas mesmas sinapses e neurônios da dependência química. Assim , essas áreas cerebrais vão insidiosamente, cronicamente, sendo adestradas, condicionadas e treinadas a funcionar “melhor” ou “pior” tendo esses recursos e mídias à disposição, o adicto das mídias não consegue mais viver independente dos objetos em estado online. 
Um dos efeitos bem característico da adição tecnológica é a fobia da desconexão com a internet, telefone celular e das mídias digitais. Nomofobia é a fobia dessa desconexão , O vício no sistema de recompensa de redes sociais – como os likes de facebook, retuítes, views em vídeo de youtube, e ‘corações’ no Instagram – também pode ser um fator que contribui na dependência, pois é uma forma de obter pequenos prazeres psicológicos de forma fácil e rápida. 
Essa fobia da desconexão é na verdade um corolário de outro grave distúrbio da dependência, o transtorno de ansiedade. É uma angústia ou ansiedade pela necessidade do porte permanente de um instrumento de mídia conectado (online) com a internet  e suas populares redes sociais, facebook, WhatsApp, etc.
Como referido, embora de conhecimento recente, já se sabe dos danos psíquicos e na saúde mental que essa dependência traz aos usuários com esse perfil. E cada vez mais tais questões deverão merecer mais atuação, cuidados de pais, de educadores e profissionais e pesquisadores da matéria. Uma última questão de porte igualmente grave se refere às doenças psiquiátricas mais especificas. Como são os casos das esquizofrenias, do transtorno bipolar e a intitulada personalidade psicopática.
Até então a gênese da maioria das doenças psiquiátricas é desconhecida. O entendimento da psique humana ainda tem muitas incógnitas. Se a normalidade já é de difícil compreensão, imagine então a patologia das doenças mentais, um labirinto sem começo e sem saída. Fazendo um paralelo entre as doenças mentais e as orgânicas. Para muitas doenças cardiovasculares e degenerativas como o câncer existem os chamados fatores de risco. Como exemplo, o tabagismo, o alcoolismo e a obesidade que aumentam a prevalência destas doenças.
De forma análoga quando se fala em psicopatias aventa-se a teoria dos gatilhos. Seria um fator social, ambiental, cultural, comportamental ou químico que propiciasse o surgimento de uma doença psiquiátrica em um individuo com essa predisposição constitucional e genética. Em suposição de que minha mente ou psique  continua normal, invadem-me esta inquietação e esta interrogação. Não estaria o emprego abusivo das tecnologias da informação funcionando como gatilhos para muitas enfermidades mentais?
Com a palavra os especialistas e estudiosos do assunto. Se tanto, deixo outra tese igualmente relevante. Muitos são os casos de bullying virtual (ciberbullying), de suicídios (vide jogo da baleia), de homicídios e atentados. Vários são os relatos, registros e documentos de que os autores de tais crimes e atentados se inspiravam em episódios semelhantes e registrados na internet.
Assim se pode concluir que no mínimo o uso irracional, nocivo e delituoso da tecnologia da informação propicia a que surjam essas crises psicóticas, como primeira manifestação, nesses doentes mentais . E eles  Cometam crimes os mais bárbaros aqui pelo Brasil e pelo mundo.   Março /2108


A vocação do cuidado

  De repente vêm surgindo ramos de estudos sobre alguns sentimentos humanos. E muitos desses ensaios, pesquisas sociais, antropológicas e ps...