terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Felicidade

A FELICIDADE IMPOSSÍVEL   SEM  TRABALHO E SEM ESFORÇO

João Joaquim 


Desde sempre, na mente humana,  houve projetos, desejos e sonhos que se tornaram a ordem do dia. Os termos podem variar, mas no final com o mesmo significado. Se fossem designados em uma palavra, esta palavra seria a felicidade. Tanto que ela passou a ser uma expressão do bem extremo que queremos a quem tanto amamos e temos em nossa mais alta estima.
E tem plena razão todos que buscam esse estado físico e de alma. A felicidade é um fim em si mesma, é o objetivo último e máximo do gênero humano em sua existência. Ninguém em sã e lúcida consciência, em  higidez mental e psíquica vai querer um mínimo de sofrimento ou dor que seja. Se assim o faz é porque padece de algum distúrbio de saúde mental, dano  patológico,  e portanto ,  precisa de algum ajuste terapêutico no campo psíquico , psicanalítico ou até medicamentoso.
Ser feliz . Este tem sido o desiderato de todos em sua humana lida. Mas seria tal estado orgânico e de alma possível? Para aqueles adeptos do determinismo, do existencialismo, tal projeto e desejo seriam inatingíveis. Todos estão predestinados a algum sofrimento, diriam os deterministas e existencialistas. Mas, eu rebato essa tese, e temos que , sim, buscar os caminhos da felicidade.
A vida se faz, se principia, se brota, se vem à luz do mundo entremeada já com um pouco de dor, choro e início de sofrimento. Disso ninguém discorda. Tomemos a vida humana a partir da fase fetal. Esse feto, ainda que em plena higidez física, nos primórdios de sua interação com a mãe e com o meio externo receberá e sentirá os estímulos nocivos e estressores, tanto exteriores quanto aqueles sofridos pela mãe.
O ventre, o útero e placenta não são garantias nem imunidade contra injúrias externas, tanto de agentes físicos quanto  imunes e biológicos . O feto pode adoecer! Tanto que anda em voga a chamada Medicina Fetal. Especialidade que monitora ,  diagnostica e trata as anomalias do feto.  Hoje, se faz até cirurgia fetal.
Com a maturidade plena do feto, vem o período expulsivo ou do trabalho de parto. Pode-se considerar o maior trauma da vida humana. Para tanto a natureza com seus indecifráveis mistérios criou um estado fisiológico chamado amnésia. Ninguém vai se lembrar desse primeiro grande trauma, desse “doloroso transe”  que é o nascimento.

Para tanto sofrimento bastaria imaginar o trabalho de parto de um adulto. Fosse possível, em grandes dimensões, regredir um adulto ao ambiente uterino e ele lutar 10 horas para voltar à luz. Quanto suplício e sequelas psíquicas. Que fique só na imaginação, de preferência com amnésia absoluta desse “sofrimento angustioso”.
Vieram os avanços tecnocientíficos, no mesmo passo as ciências médicas. Dentre essas o aprimoramento da analgesia e da anestesia. Hoje campeiam os partos cesarianos, porque se fazem com uso de analgesia e anestesia. Pena que abrevia-se o trabalho de parto sem dor para a mãe. Mas,  para o nascituro( futuro recém-nascido) o mesmo trauma. O mesmo sofrimento, a perda da proteção da barriga da mamãe  e do  aconchego uterino. Parece um descaso e injustiça da natureza  com o feto. Mas, é a lei, são os mistérios da vida.
Há diversos estudos na área de obstetrícia e neonatologia provando que o parto natural e espontâneo é muito muito saudável para a criança e mesmo para a mãe. Evitam-se com isto um trauma cirúrgico, o uso de vários fármacos na anestesia que têm os efeitos colaterais para a  mãe e feto.
As evidências são de que o esforço e esse sofrimento impostos ao feto para nascer têm efeitos saudáveis nessa transição da vida uterina para o mundo externo. É a passagem da circulação fetal e dependência placentária para a respiração pulmonar e circulação no modo adulto. Todo esse trânsito dolorido e árduo do chamado trabalho de parto é nada mais do que o primeiro ensinamento da natureza de que a vida humana tem como finalidade última e máxima a felicidade. Mas, a vida e a felicidade não têm isenção absoluta de alguma forma e grau de sofrimento, de esforço, de trauma  e de trabalho.
Trazendo esse objetivo e perene busca da felicidade a que todos se dedicam para o contexto de nossos dias, para as novas gerações, para a civilização moderna, munida de internet, redes sociais e tecnologias de informação, do mundo digitalizado.
O século XXI tem se caracterizado por intenso debate e avanços sociais no que se refere às liberdades individuais, garantias as mais amplas de direitos humanos e novas diretrizes na educação. Entre essas novas normas de liberdade e educação têm-se como exemplos a proibição de reprovação escolar e a lei da palmada.
Em outros termos, o aluno mesmo com nota abaixo de 5(50%) tem que pular de série. Não interessa se ele aprendeu o suficiente na série anterior ou não. É proibido reprovar. Lei da palmada: os filhos além de ser criados sem limites ou castigos não podem receber o menor constrangimento físico, a exemplo de uma palmada ou chinelada.
Tomo de empréstimo as palavras da Psicóloga Virgínia Suassuna: “ os chamados psicotapas” , tão úteis das avós das gerações digitais. Até esses estão proibidos pelos novos legisladores, pelas novas diretrizes dos modernos educadores. São novos tempos.
Os pais e famílias dessas novas gerações têm embarcado nessa nova pedagogia e nessas novas diretrizes educacionais. Tudo pode , “ é proibido proibir”  !
Os adolescentes e jovens dessa nossa intitulada sociedade moderna e digital estão sendo criados, formados e protegidos de qualquer esforço, de qualquer sacrifício ou trabalho. Nenhum filho pode cooperar ou se empenhar no seu próprio sustento. O roteiro dos chamados pais modernos tem sido este para os filhos: é proibido sofrer, se esforçar ou trabalhar. Zero dor, zero sofrimento, inclusive o esforço psíquico, a  frustração, o insucesso na busca do prazer, da satisfação dos órgãos sensitivos. 
Para isso, foram sintetizados os ansiolíticos, os antidepressivos, os psicotrópicos de toda ordem. Até os medicamentos que ajudam no rendimento intelectual, no raciocínio , no pensamento lógico. O ato de pensar, calcular, criar se tornou algo torturante. De preferência que todo conhecimento, todo saber  já venham prontos e pensados por outros.
Talvez o resultado dessa nova ordem de vida sejam mais depressão, mais ansiedade, mais suicídios, incapacidade de lidar com as críticas (bullying), mais dependência de psicotrópicos, de psicoterapias e até drogas ilícitas.
Infelicidade na sua forma mais pura.  É a vida sem esforço e sem os sofrimentos, os mínimos que sejam!  -        Janeiro /2018

Talentos


O BRASIL ESTÁ PERDENDO OS SEUS TALENTOS E CIENTISTAS

É preocupante ! É muito preocupante a crise que se abate  em uma linha de produção e fabricação em nosso País. Não se trata aqui de  uma produção  industrial convencional . Trago à tona a grave questão da geração de ciência, de talentos, de cientistas e de conhecimento que vem se declinando a olhos vistos.

Uma mostra contundente de tão grave crise se vê na redução do orçamento para tudo quanto é órgão destinado a essa tão significativa produção , e mais , dos investimentos minguados nas universidades públicas ,no desprestígio à  produção de pesquisas e trabalhos científicos. Outro setor que atesta tão preocupante e triste realidade é o próprio Ministério de Ciência e Tecnologia com o seu igualmente reduzido investimento aprovado pelo governo.
  
Ou em outras palavras, para ser mais incisivo, não bastasse as outras crises, temos agora mais essa, a crise em duas palavras, da Ciência e da Tecnologia. Na verdade as outras crises são tão drásticas e dantescas que engoliram a que está aqui em discussão. Só para registrar para a história do Brasil, tais crises maiores, de momento, e do mundo todo sabidas são a política, a ética, a administrativa, a jurídica e de segurança pública etc. É muita ingerência e desgoverno para um momento só, para um país de dimensões continentais como o nosso. Há uma relação linear com o tamanho do país, mas não precisava tanto.
Por que a nossa crise de ciência e tecnologia nos traz preocupação e incertezas? Basta que se faça esta valorização: a produção de ciência e tecnologia é o maior investimento que um país, uma pessoa, ou uma sociedade podem fazer. É um patrimônio imaterial que logo resultará na maior fábrica de bens e serviços de uma nação para o seu povo, para as pessoas. Estamos perdendo pari passu esse PIB, esse produto interno bruto , em Ciências, talentos e conhecimento.

São visíveis e constatáveis os dados de descaso dos últimos governos (Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer) com o ensino, com a educação em todos os ciclos, com as universidades, com o patrocínio e verbas públicas para os programas de trabalhos científicos. A negligência e desprezo das políticas do ministério de ciência e tecnologia chegaram a um ponto de crise que muitos trabalhos e pesquisas estão sendo interrompidos por falta de quase tudo:  de  material, de instrumentos, de pagamentos a funcionários, de bolsistas e dos pesquisadores.

Outros sinais e provas dessa lenta tragédia têm sido vistos nas universidades públicas. A maioria encontra-se sucateada, com estrutura física e laboratórios de ensino ultrapassados e sem manutenção. E aqui entra uma outra grave questão que é a má gestão dessas instituições, entidades essas com todas as suas dependências, com todos os instrumentos de ensino e treinamento destinados aos professores, alunos e estagiários. E nesse estado de coisas (ou crises) tem-se um item muito sensível e delicado que é a indigna e injusta remuneração aos docentes. Cada vez mais os professores e pesquisadores se veem desestimulados em suas funções por essas duas razões fundamentais: condições precárias de trabalho e baixa percepção salarial. Só de entusiasmo, vocação e idealismo não se vivem os pesquisadores. Todos têm famílias e dívidas a quitar.

Por último como demonstrativos mais ostensivos da crise de produção científica e de cientistas em nosso país têm sido as levas de estudantes, de estagiários e pesquisadores em busca de oportunidades em outros países. Um bom exemplo nesse sentido tem sido Portugal. Esse país tem facilitado cada vez mais a chegada de imigrantes do Brasil que buscam trabalho, empreendedorismo, universidades e formação tecnocientífica. Uma boa notícia nesse sentido é que aquele país vem aceitando alunos com boa nota de nosso exame nacional de ensino médio-ENEM, para ingresso nas universidades portuguesas. Trata-se de um ótimo aceno para os jovens que , frente a tudo de ruim e pior que se vive aqui buscam a sorte em países do velho continente.

O triste e melancólico com o estado de crises porque passa o Brasil é que o país aos poucos vai perdendo esse singular e intransferível patrimônio, que é a inteligência brasileira. E ela existe em grande escala, em todos os rincões de nosso território. Corremos o risco de um dia termos que importar nossos talentos de volta, para nos assistir em muitos ramos das Ciências e Tecnologia. Que triste, não ?  Janeiro/ 2018

Insalubridade

Nossa crônica Insalubridade Básica
João Joaquim 

O que fazer com nossos excrementos e secreções orgânicas ?  . Nosso cocô, nosso xixi podem ser fontes de energia ( elétrica , biogás) e até , acreditem, de proteínas. Bastam para tanto ter tecnologia e profissionais habilitados. Como é feito na Inglaterra e Estados Unidos.
Eu me inspirei para escrever este texto quando estava, agorinha há pouco, bem confortável, em meu wc. Para as gerações mais jovens eu traduzo, wc é a sigla para water closet, um anglicismo, entre milhares, que se incrustaram em nosso idioma. O nosso banheiro ou sanitário em Portugal é chamado casa de banho; na Grã-Bretanha recebe o simpático apelido de water closet (wc).
No caso aqui em discussão o banheiro entrou como um mote. Trago à baila a grave e muitas vezes esquecida questão de saneamento. Quando se fala em saúde pública ele é tão significativo que recebe o adjetivo básico.
E básico, como sugere o termo, porque deveria ser prioritário, fundamental e preocupação primeira de cada governante, de todas as esferas político-administrativas desse país. Ou seja, de prefeitos, governadores e presidente da república. Não é!
Vamos pegar como piloto, em tão sensível questão, a cidade do Rio de Janeiro. Afinal, ela é nossa capital turística, visitada por turistas e delegações do mundo inteiro. Ali tivemos a copa de futebol FIFA 2014, e as olimpíadas- COI 2016. Foram bilhões de investimentos em marketing, estradas, estádios, arenas de esportes, ginásios, vila olímpica entre outras obras de infraestrutura. Os investimentos em saneamento básico foram pífios ou mínimos. Enorme foram as verbas para a corrupção.  
O descaso é brutal. Tanto assim que as paisagens de insalubridade, lixos e esgotos, a céu aberto, continuam as mesmas de antes desses referidos eventos. Ficam a impressão e o visual de que nada foi modificado no que concerne aos crônicos e anacrônicos problemas com os excrementos e resíduos produzidos pelas pessoas.
Calcula-se que ali na capital fluminense sejam lançados, a cada dia,  nos rios, mananciais e mar cerca de 5000 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento. Ou seja, têm-se com isto um cenário de absoluta degradação sanitária.
Não se trata apenas de um impacto negativo na saúde humana. Dentre as doenças dessa putrefação podem-se destacar as hepatites, disenterias, parasitoses, viroses e muitas outras infestações e intoxicações advindas de lixo doméstico e industrial.
A par dos danos à saúde humana, há uma degradação ambiental, com acometimento da flora e fauna e deterioração da paisagem natural. Quanta feiura e mal-estar aos sentidos causa um ambiente pútrido e insalubre. É o completo adoecimento da natureza, dos rios e mares, das florestas e atmosfera.
Não bastasse vivermos tempos medonhos na política nacional, temos que assistir aos horrores que têm sido as políticas com o saneamento da natureza, com todas as fontes naturais de recursos que a terra nos proporciona. E desses, a água, como recurso minera, ela  tem sido a mais maltratada e degradada. É sabido que o Brasil é o país mais rico em aquíferos de água doce. E que triste ironia! Somos a nação que mais desperdiça, que mais contamina e mais doenças produz com águas poluídas.
A cidade do Rio de Janeiro serve como modelo, triste exemplo do que ocorre Brasil a fora. Certamente com alguns exemplos mais melancólicos . A região norte é a mais abundante em água doce. As estatísticas recentes do IBGE revelam que a falta de água potável e tratamento de esgoto chega a quase 80% em regiões do interior. As capitais Manaus (AM) e Belém (PA) padecem da mesma degradação ambiental do Rio de Janeiro. Paralela a essa grave questão de saneamento básico, existe uma igualmente grave, a saúde pública das doenças endêmicas. Dentre essas pode-se destacar a malária, que tem em seu ciclo o mosquito vetor anófeles, cujo roteiro reprodutivo depende do clima (tropical) e água.
Em conclusão o que se pode afirmar é que saúde humana e saneamento ambiental (básico por objetivo e finalidade) constituem marcadores e preditores civilizatórios. Tal assertiva e proposta têm validade tanto no âmbito individual como coletivo. Tais índices se mostram reveladores de nosso desenvolvimento social, educacional, ético, e de respeito ,  tanto na esfera privada ou pública.
Uma pessoa, uma cidade, uma nação, uma sociedade são mais civilizadas, ou menos, na exata proporção de sua condição de higiene de saúde pessoal e nos cuidados e saneamento do ambiente e espaços à sua volta.
Tais iniciativas cabem a cada um, em sua casa, no trabalho, na natureza, nos ambientes públicos, nas escolas; não só os governantes têm responsabilidade.

gente nervosa

PESSOAS EXPLOSIVAS
João Joaquim  

Uma característica necessária e construtiva nas profissões em geral é a chamada interdisciplinariedade. Embora rabilongo eu explico melhor este conceito. Trata-se na verdade dos conhecimentos interespecíficos. Ou seja, é a busca de conhecimentos em outros ramos profissionais, em outros ramos científicos, no sentido de uma otimização na prestação de um serviço, de uma assistência profissional.
Tal expediente pode ocorrer nas mais distintas áreas do conhecimento humano e especialidades. São os casos por exemplo do direito, da engenharia, da física, da química e da medicina. Como este iniciado escriba, deste modesto artigo, é discípulo de esculápio, ele falará do exemplo dessa profissão, cujo mister é a prevenção e a cura das doenças.
Assim ocorre com os chamados operadores das ciências médicas, nos seus mais variados ramos. É provável que sejam os médicos os que mais precisam desse conhecimento interdisciplinar para a mais técnica, ética e humana prestação de serviço. Na compreensão das doenças como se torna importante dominar informações de fisiologia, de biologia, de química, de zoologia. Muita vez até de história e religião.
Na área de laboratório e diagnósticos o quanto se usa de dados da física, de biofísica, de matemática e engenharia elétrica.
Para um clinico de qualquer especialidade o quanto é importante o domínio de semiologia, de psicologia, de cultura popular, e de língua portuguesa, em se vivendo no Brasil.
Particularmente, como cardiologista sempre faço muita interconexão dos sintomas com a psicologia e psiquiatria. E neste sentido falo de uma doença pouco citada na literatura médica, mas que pela prevalência carece de mais realce. Trata-se do transtorno explosivo intermitente (TEI).
O que se tem de certo é que é um distúrbio comportamental da idade do próprio homem. Ele começa a ser citado pela psicologia e psiquiatria já em fins do século XVIII. Por definição é uma reação explosiva de raiva e de ódio diante de uma frustação até banal. Nessa circunstância o indivíduo numa reação colérica reage e responde violentamente com destruição material, xingamentos, podendo chegar a graves agressões físicas e assassinatos. Como  exemplos, uma leve colisão de trânsito, uma queda do sinal de internet, um defeito de aparelho elétrico, o fim de um relacionamento conjugal etc.
Calcula-se que o TEI nos EEUU atinja entre 2,5% a 3% da população. No Brasil não há estatística sobre a doença; mas deve ter quase a mesma prevalência da sociedade americana.
Quanto a causa (etiologia), admite-se que possa haver uma origem  biológica com baixa concentração de mediadores neuro-horrmonais. Ao que sugerem alguns estudos, a serotonina, hormônio do humor e bem-estar, esteja reduzida de forma crônica nesses indivíduos explosivos. Uma outra hipótese bem consistente refere a influência transgeracional. Ou seja, um filho cujo pai tenha tal transtorno, copiará, modelará tal comportamento. Trata-se de um fator educacional. Uma influência por mimetização, por modelagem do educador( pai, cuidador).
O que fica claro é que a doença tem uma causa mista. Uma vez havendo o fator biológico neuro-hormonal, o seu portador passaria essa influência aos filhos com o reforço por educação e modelagem. O filho repetiria as mesmas reações dos pais. Há uma imitação como  se estas fossem a única forma de lidar e superar as frustações do dia a dia, as mais banais para uma pessoa normal e equilibrada.
O que é reconfortante é que há tratamento para essa disfunção comportamental. Consiste basicamente em alguns psicotrópicos temporários; e mais alongadamente uma  psicoterapia cognitiva e comportamental. Nessas sessões terapêuticas, o portador de transtorno explosivo intermitente irá aprender a lidar e conviver com as frustações da vida. Será um aprendizado e diretriz a se repetir pelo resto da vida. Vida que se quer com paz, respeito e serenidade para com os objetos, com as coisas, com os animais e sobretudo com as pessoas à nossa volta, que são as maiores vítimas dos portadores desses transtorno, os  explosivos e nervosos intermitentes ou contínuos. E eles andam soltos por aí sem tratamento e representam um perigo para a sociedade.
Não confundir com as pessoas portadoras de personalidade psicopata ou sociopatas; são os casos por exemplo do assassinos passionais, os feminicidas e outras autores de crimes por motivos fúteis.                                  Janeiro /2018

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Pilulas da felicidade

AS PÍLULAS DA FELICIDADE

João Joaquim  



Feliz aniversário! Feliz Ano Novo! Felicidades! Estas são expressões muito repetidas em nossa sociedade. Elas sufragam um bem supremo que buscamos a vida inteira, para nós mesmos e para quem queremos o bem, o bom viver, a virtude; enfim a felicidade. Para os pessimistas trata-se de um desejo utópico, impossível de ser alcançado. E de fato quando avaliamos esse bem supremo sob a ótica do mundo atual torna-se uma conquista restrita a poucas pessoas. Isto porque vivemos uma sociedade dominada por uma cartilha e diretriz do capitalismo e  do consumismo a todo custo.
Para a imensa maioria das pessoas tal estado de realização (ser feliz) estaria sustentado em bens materiais como belos carros, bela casa ou apartamento, viagens pelos lugares mais belos do planeta, roupas de grife, os equipamentos digitais de última moda, satisfação plena no sexo ,  na mesa, etc.
Enfim, o objetivo de todos seria uma doce vida de nada fazer, custe o que custar. Como  resistir  também aos apelos, marketing e engodos dos mercados financeiros e de crédito? Tal comportamento é uma contínua busca para a maioria das pessoas. E isto gera o que ? Ansiedade, angústia, depressão e desilusão , porque nem tudo está ao alcance de todos . Mais dívidas, negativação em órgãos de restrição de crédito como Serasa, inscrição na dívida ativa, etc.
De  outro lado, para uma parcela menor; para aquelas pessoas mais espiritualizadas, a convivência com tantos problemas do cotidiano, os sofrimentos físicos e morais, a fome, a violência dos conflitos e guerras, a pobreza, o drama dos refugiados, o pavor provocado por terrorismo, a violência urbana, o crime organizado em conluio com agentes de Estado,  etc;  toda essa consciência nas pessoas generosas e de bem já traz um sentimento de pesar e mal estar, de infelicidade
Como então ser feliz, mesmo sem exigência de muito conforto material, ante tantos infortúnios que nos rondam, que são noticiados diuturnamente pelas redes sociais e pela televisão?
Ainda sobre a felicidade fundada no materialismo. Tem sido uma constante em nossa sociedade, uma sofreguidão e competição em busca das comidas propagadas e alardeadas como as melhores, como fonte de alegria, prazer e gozo. Esta tem sido uma das marcas dessa sociedade moderna, comer de forma orgástica e orgíaca; proceder às libações alcoólicas até ao estupor da razão e da critica.
Outra marca desses esquisitos tempos tem sido um sem-número dos transtornos psíquicos e nas relações humanas. Pais versus filhos, filhos versus educadores, esgarçamentos das relações conjugais, crimes passionais, feminicídios, assédios de toda ordem, moral e sexual, corrupção em todos os níveis ,  etc.
Como consequências veem-se nos consultórios de psicólogos e psiquiatras muitos frequentadores: os doentes de estresse, de depressão, de transtornos de ansiedade, fobias e ideação suicida.
A insatisfação com o modelo de corpo perfeito, a busca por tratamento estético, o tratamento das rugas e flacidez com botox, as cirurgias plásticas, as dietas restritivas e academias de ginásticas. Todos, são expedientes propostos por essa sociedade de consumo. O fracasso e ineficácia dessas metas resultam em mais ansiedade, sensação de fragilidade, mais angústia e infelicidade. Onde encontrar então a bem-aventurança, a felicidade?
Para tanto não faltam outras propostas. Assim o fez a indústria farmacêutica, com a criação das chamadas drogas lícitas, os psicofármacos. São medicamentos com a finalidade de promover a felicidade. São várias as pílulas da felicidade. Temos os ansiolíticos.
Vejam que sugestivo adjetivo criaram  os mercadores de remédios. Ansiolítico, seria a lysis, destruição, dissolução da ansiedade. E são muitos os fármacos vendidos com esse propósito: fluoxetina, citalopram,  clonazepan e tantas outras substâncias para mitigar, amainar o sofrimento da alma e do corpo.
E para os que sofrem com as frustrações e insônias, há também os soníferos ou soporíferos. Tomou, o indivíduo entra num estado de anestesia mental, estupor e sono mais profundo e prolongado. São ou não pílulas da felicidade, nesses tempos de tanta desilusão, de tanta devassidão, de completo apodrecimento dos valores morais e sociais, da política e da economia?
E mais um detalhe dessas chamadas pílulas da felicidade, elas viciam. Ou seja, os laboratórios ou  a indústria farmacêutica, também criaram essa marca dos medicamentos, receitados e comprados no mundo inteiro, por essa sociedade em franca derrocada e decadência. Lembra-me a antigo Império Romano.
Muitos foram os filósofos que abordaram o tema felicidade. Dos  apelos de felicidade impostos  pelas mídias, inclusos as drogas psicoativas.  Nietzsche Chamou esse expediente  de felicidade de rebanho. É um comportamento de mimetização, de imitação do que é divulgado como o padrão de consumo pelo sistema em que vivemos. O que vale é o pertencimento ao sistema.
Aldous Huxley escreveu um livro de título curioso-“ Admirável mundo novo”. Isto graças ao uso da soma, uma espécie de droga da felicidade abordada pela magnifica obra desse autor, onde as pessoas permanecem sempre jovens e felizes. Seria como um antídoto da tristeza e do sofrimento. Essa droga, a soma, hoje existe às dezenas no mercado dos psicotrópicos.
Aristóteles foi outro grande pensador que discorreu sobre a felicidade. Ele referiu que muitas vezes na busca da felicidade, tendo em conta bens materiais se foge dos atributos e valores da própria pessoa como a honra, a moral e a razão. De acordo com a ética aristotélica, conhecida por eudaimonia  (felicidade) os atos humanos tendem para o bem. E o bem supremo é a felicidade.
Esta é a bem-aventurança  que deve ser realizada e buscada  como excelência, o melhor de nós, que é a nossa natureza racional. É possível ser feliz com essa essência exclusiva e inerente  ao gênero humano. Basta cultivar esses valores imateriais e imanentes à pessoa humana, em que pese a certeza de que o mundo atual, com todos os seus engodos e sistemas de alienação, insistir em não deixar.  Como recomendou a menina Anne Frank , apesar de tudo, a gente deve acreditar na bondade humana. E eu acredito. Dezembro/2017

Alzheimer

PREVENÇÃO  DO MAL DE ALZHEIMER

João Joaquim  


Com o aumento da longevidade sobrevêm na mesma proporção os casos de demências: entre essas a  de maior limitação e danos cognitivos o mal ou doença de Alzheimer. Com muita repetição tenho ouvido de pessoas próximas os relatos de que o pai, o avô, o tio, o engenheiro, o advogado, o dentista, o médico tal, que tinham plena higidez física e mental se viram de hora para outra com a demência de Alzheimer.
Como de muitos sabido as demências refletem um processo natural do envelhecimento. O cérebro entra neste pacote da senescência. A demência de Alzheimer em particular leva o nome de seu 1º descritor e estudioso, o psiquiatra alemão Alois Alzheimer (1864-1915). O caso mais emblemático descrito por esse pesquisador foi em 1906. Referia-se a uma paciente de 51 anos que progressivamente foi perdendo a memória para suas atividades triviais e outras funções  de orientação e cognição.
Os achados necroscópicos e histológicos dessa mulher mostraram depósitos das proteínas beta-amiloide e tau nos neurônios, em especial naquelas áreas cerebrais ligadas à memoria. Passados mais de 100 anos, pouco foi acrescentado aos trabalhos desse genial médico, que merecidamente deu seu próprio nome a essa doença.
Instigado por tanto relato de pessoas próximas com parentes idosos, doentes e falecidos com Alzheimer, decidi por fazer uma metanálise (pesquisa) de artigos sobre a matéria. Porque na verdadeira concepção da ciência   muitas afirmações podem se tornar no futuro puras abobrinhas e confabulações, sobre essa ou aquela doença. Uma verdade hoje, pode ser mentira amanhã .
Dois expedientes ou atitudes são defendidos pelos especialistas com os quais eu penso em uníssono. O primeiro deles se refere ao chamado estilo de vida saudável. Trata-se da mesma estratégia na prevenção das doenças cardiovasculares. Compõe-se de atividade física contínua, abstenção dos vícios de nicotina, álcool e drogas ilícitas, alimentação balanceada e sono de boa qualidade (reparador). O segundo expediente importante refere-se a todas as ações e hábitos para exercitar a memória de forma contínua. E aqui, que fique bem explícito e grifado: exercício da memória de forma contínua.
Nenhum dos trabalhos e artigos lidos fala que estilo de vida saudável ou intensa atividade intelectual,  interrompida depois de 20 ou 30 anos, vá proteger o seu praticante pelo resto da vida, na 3ª  ou 4ª  idade( velhice).
E por que tanta ênfase no caráter de continuidade dessas atitudes preventivas das demências ,seja a senil ou de Alzheimer? E afirmo porque tenho, de ouvida ou entreouvido, constatado o espanto ou surpresa dos aludidos parentes desses idosos(as) vítimas da doença. São essas as referências, são esses os espantos: Ah, mas como pode! Meu pai, minha mãe, meu tio(a); que trabalhou a vida inteira, que era engenheiro, que era professor, que era médico. Como? Ele, ou ela que fez pós graduação, mestrado, doutorado! As respostas a esses pasmos e estranhezas são simples e objetivas. Não importa que o indivíduo na sua vida mais produtiva tenha até se doutorado nessa ou naquela atividade profissional, tido uma intensa atividade intelectual e científica. Na verdade muitos desses veteranos mestres e doutores, aferrados ao trabalho e exímios no que faziam pararam no tempo em termos de exercícios da memória  e com estilo de vida insalubre. Muitos desses modelos aqui citados, estudaram, se tornaram experts no que trabalharamm, mas pararam no tempo como autômatos. Tudo que eles precisavam para bem trabalhar estavam no sistema automático do cérebro( trabalhavam como robôs ). Muitos desses(as) profissionais brilhantes, para agravo do risco de Alzheimer, se aposentam ainda não idosos, com 55 ou 60 anos. E para mais agravo, estacionaram em uma vida sedentária, sua atividade intelectual, de memória ou cerebral.  Muitos desses aposentados de suas atividades profissionais e ex doutores nisso ou naquilo, uma vez inativos, leem de menos, não aprendem nenhuma habilidade a mais, nada mais escrevem ou produzem mentalmente. Seriam ( tais pessoas) como que nunca tivessem tido uma ótima atividade produtiva intelectual. Porque houve descontinuidade.  
Conclusão: todo aquele esplendor  nas universidades, todos os estudos como mestres e doutores foram perdidos. Isto porque não tiveram continuidade. Na mesma analogia que se faz com atividade física para  o coração. Parou, em pouco tempo se tornam como  outros sedentários quaisquer.
Conselho final: quer prevenir de ficar gagá ou caduco (a)? aposente-se da obrigação de todo dia assinar o ponto no escritório ou emprego, mas continue lendo bons livros, treinando matemática, fazendo cruzadas, decifrando enigmas, aprendendo algum idioma, evite o sedentarismo mental e físico  e a depressão. Pronto. Esta a melhor receita  para se tornar um idoso independente, atraente e produtivo, sem demências, e sem Alzheimer.  Lembrete final, cuidado  com os falsos profetas da Saúde e da Medicina, não existe remédio para memória. O melhor medicamento para a memória, é o exercício da própria memoria.    Dez /2017

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Bullying

BULLYING MAIS DOENÇA MENTAL E ACESSO A ARMAS DE FOGO PODEM DAR EM TRAGÉDIAS INOMINÁVEIS
Joao Joaquim

O atentado com vítimas fatais e sobreviventes no Colégio Goyases, de Goiânia, é mais um daqueles epsódios trágicos que trará muitas discussões, opiniões, debates e propostas sobre diversas questões enfrentadas pelas famílias e sociedade. Como registro para futuras leituras: nessa escola de ensino fundamental, um garoto do 8º ano, 13 anos de idade, sofria chacotas, desdém e injúrias verbais; como  de todos sabido, um assédio  denominado bullying, até que no dia 20.10.17, essa vítima de "assédio moral" entra para uma aula normal portando uma arma de alto poder letal. Ele atira pontualmente no autor dos repetidos bullyings e em outros companheiros de classe, com 2 mortos imediatos e mais 4 feridos. São relatos testemunhais de colegas da escola. A direção do colégio,  por questão de justiça de informaçao, nega ter recebido essas informações de bullying sofrido pelo agressor.  
O que se tem de concreto até então, de informações concordantes, de amigos e imprensa, é que o autor do atentado sofria injúrias verbais e menosprezo de alguns colegas de classe. E mais, segundo informes de testemunhas do convívio, que o agressor verbalizara sinais e sintomas de provável distúrbio psiquico e/ou psiquiátrico. São hipóteses para futura elucidação diagnóstica.
Três são as questões que podem ser trazidas à baila para debates e propostas de minimização e/ou solução. 1-Bullying em escola e em outros espaços de convivência; 2-transtornos (doenças) mentais;  3-disponibilidade e/ou porte de arma de fogo.
O bullying( do inglês to bully, tiranizar, oprimir) tem sido recorrente nos espaços de convivência, sobretudo nos ambientes ecolares. É também muito praticado na internet e redes sociais (ciberbullying). No ambiente virtual são empregados os chamados memes, imagens nocivas e xingamentos. São agressões da mesma natureza do racismo, injúria étnica e preconceito contra as minorias;  como exemplo, pessoas dos grupos LGBTI e algumas religiões.
No ambiente escolar tal forma de assédio moral deve ser coibido pelo corpo docente das próprias escolas. Missão pedagógica que cabe a professores (as), coordenadores (as) e monitores. Tal expediente deve ser adotado com todo rigor através de reuniões, com a presença de vítimas e agressores, no sentido de pacíficação, orientação moral e ética aos envolvidos e proibição de qualquer expressão, gesto ou objeto injuriante. Outra exigência determinante é a comunicação de tais injúrias às famílias de vítima e agressor no propósito de cooperação e cessação de toda forma de agressão  física e verbal. O que fica claro e patente é que tanto professores e pais nunca podem subestimar e negligenciar ante os comportamentos e denúncias de bullying. Por isso dá-se ênfase no diálogo permanente de pais e professores com os alunos.
Uma outra realidade de uma prevalência significativa se chama doenças mentais. Elas têm um espectro  grande e variável e algumas de prognóstico grave e incurável. Como exemplos, os transtornos de ansiedade que atigem em torno de 20% das pessoas. A ideação suicida, também grave e crônica, mas tem tratamento e cura. As esquizofrenias, que acometem 1,2% das pessoa. Estas doenças(esquizofrenias)  não têm cura, exigem rigoroso tratamento com psicotrópicos e vigilância das famílias e/ou cuidadores (curadores). Nessa estatística, têm-se em Goiânia , cerca de 15000 pessoas acometidas dessa grave psicopatia. A cada 100 pessoas que se  encontra, tem-se ao menos um com a doença.
Uma questão extremamente milindrosa e grave é o preconceito e negação da família em relação aos sinais premonitórios (iniciais) indicativos das doenças mentais. Os pais ou responsáveis são os primeiros na demora e negativas em admitir e procurar ajuda diante de um filho com as primeiras manisfestações de qualquer transtorno psicológico ou paiquiátrico.
Trata-se de uma realidade tão grave que não tem sido incomum fazer-se o diagnóstico após um episódio de desatino ou tragédia como são os casos de tentativa ou comentimento de suicídio, de homicídio e crimes passionais. O estigma e segregação que as doenças mentais provocam levam a essa omissão e negação por parte de pais e familiares desses pacientes. 
A questão da participação das armas de fogo. Toma-se como exemplo os EEUU. Lá, em muitos estados, todos podem portar a arma que puder comprar, inclusive as de guerra como metralhadoras e fuzis. Já se têm estudos no próprio País que apontam: os estados com mais liberdade ao acesso a essas armas letais são os de maior número de homicídios, suicídios e atentados em massa (colégios, shoppings, shows).
No Brasil, o estatuto do desarmamento, criado em 2003, tem sido tanto infrutífero quanto estéril. Talvez pior ou mais nocivo do que antes porque desarma as pessoas honestas e responsáveis, mas, não se tem  os mesmos efeitos e resultados para os criminosos. Além do que há uma cultura no Brasil de muitas leis não surtir a eficácia esperada e a prática do jeitinho ilícito e desonesto de ser. A clandestinidade e a pirataria andam de mãos dadas nessas circunstâncias. As armas de fogo entram no país por todas as fronteiras. Que bem o atestam sobre essa triste realidade o crime organizado do Rio e São Paulo.
Assim ficam postas com as devidas propostas, essas três realidades:  bullying, transtornos mentais e armas de fogo. Cada uma tem sua dramaticidade peculiar e sujeita a tragédias. Imaginemos então a convivência ou coexistência de pessoas vítimas ou autoras de bullying,  de doenças mentais mais o acesso ou porte de arma de fogo. São associações mais do que danosas , irracionais e com alto poder de tragédias e de fatos e feitos que deixam famílias e sociedade  aturdidas e consternadas em só de ouvir e ver imagens dos horrendos crimes perpetrados por autores em crises de ódio e surtos psicóticos. 
Se uma dessas três condições já tem um alto potencial de conflitos, de destruição e molestação da pessoa atingida, imagine a conjugação de duas ou todas no mesmo ambiente de convivência. Por isso se alerta: - Bullying, transtorno psiquiátrico mais acesso a arma de fogo podem resultar em tragédias inomináveis. Cabe às famílias, educadores, sociedade e Estado uma profunda reflexão sobre tais questões e criar expedientes e diretrizes na prevenção desses eventos que amendrontam e ameaçam todos nos seus espaços de convivência, como são escolas, casas de entretenimento e participação coletiva.
João Joaquim de Oliveira – médico e cronista do DM – face/ joao joaquim de oliveira whatsApp (62) 98224-8810   

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