quinta-feira, 27 de julho de 2017

PIMENTA.... benefícios

Pimenta (Piri-piri)

Quem coloca a pimenta no dia-a-dia está levando, além de tempero,  uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório,  xarope, vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram  há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência.

A pimenta do reino faz bem à saúde e seu consumo é essencial para  quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para  muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser  evitado. A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que  provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas.. Nada disso  é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram  justamente o oposto! A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é  exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.

No  caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na  pimenta vermelha, é a capsaicina. Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras  morfinas internas, analgésicos naturais  extremamente potentes que o  nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere  um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores  sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao  cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria  pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do  cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar,  sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de  refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum  dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca  estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas,  que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma  sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado  alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de  morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool! 

Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto  mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e  piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago.  Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação  no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde  que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam  aplicadas conjuntamente. Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação  antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina. Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta,  tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (pimenta  vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é  muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio.  Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA  celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que  previnem o câncer.

Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como  alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes,  possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é  usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores  musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção  de arteriosclerose. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois  acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas,  saiba que diversos estudos recentes têm revelado que a pimenta não é  um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão

DOENÇAS QUE A PIMENTA CURA E PREVINE 
Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do  mundo no combate à aids com resultados promissores.

Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da  capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na  próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou  seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses  desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que  houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células  pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os  médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.

Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de  alerta, que está associado tb à melhora do ânimo em pessoas  deprimidas.

Enxaqueca - Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais  potentes, que atenuam a dor.

Esquistossomose - A cubebina, extraída de um tipo de pimenta  asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas  da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do  tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a  doença em cobaias foi eliminada.

Feridas abertas - É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e  anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado  diretamente sobre a pele  machucada.

Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a  prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma  pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.

Hemorróidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem  remédios com pimenta para uso tópico.

Infecções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder  bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa.  Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.

Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de  interromper um ataque cardíaco em 30 segundos.. Ela contém  componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos  sanguíneos e ativam a circulação arterial.

Obesidade - Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a  diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta  derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura  corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para  dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam  que cada grama queima 45 calorias.

Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a  regularizar a pressão arterial.

- Bom, né?. 

domingo, 25 de junho de 2017

Drogas de peso

Consequências do Uso de Drogas Para Emagrecer


Geralmente, depois da interrupção do tratamento com esse tipo de composição de fórmulas para emagrecimento, que muitas vezes são prescritas como sendo naturais, é preciso cuidado redobrado.
Quem consumiu remédios para emagrecer costuma engordar mais do que antes e apresenta mais dificuldade para perder peso, já que, depois de uso continuado da anfetamina, o metabolismo fica lento e a capacidade de queimar gordura diminui. Inibidores de apetite em conjunto com medidas de reeducação alimentar e atividades físicas podem ter papel importante no tratamento da obesidade, mas seu uso não pode ser vulgarizado.
Quem quer emagrecer precisa de acompanhamento médico sério, com enfoque multiprofissional.
A melhor solução para um emagrecimento saudável e definitivo requer a adoção de alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos regulares. Além da mudança de hábitos e, claro, muita persistência.
Você é Mais que Seu Corpo
O corpo não é apenas um suporte, é a raiz identificadora, nossa comunicação com o mundo. Faz parte da individuação plena. A vaidade não só é necessária como também é um importante recurso de autoestima, desde que não ultrapasse o limite saudável do psiquismo.

terça-feira, 20 de junho de 2017

PESO médio ou Pesado....

Sedentarismo, obesidade e previdência
O sedentarismo é de longe a principal causa da obesidade. Poucas ações, incluídas no dia a dia já ajudam a combater o sedentarismo
obesidade é um dos maiores problemas sociais dos tempos modernos. Com a evolução da tecnologia, o homem diminuiu o seu gasto calórico diário. Não levanta mais para atender o telefone, mudar a televisão de canal, usa elevadores, escadas ou esteiras rolantes, as malas tem rodinhas,  as cadeiras de escritórios tem rodinhas. No carro, já sentado, a direção é hidráulica, o câmbio automático e para abrir o vidro basta somente apertar um botão! E claro. Pede-se comida em casa!
Estima-se que cerca de 52% da população brasileira esteja com sobrepeso, 55% dos homens e 49% das mulheres. No geral, 17,5% de homens e mulheres são obesos. Sedentários são os povos que deixaram de ser nômades e se fixaram em um lugar para viver. Isso ocorreu há 10.000 anos e possibilitou o avanço da agricultura e da domesticação dos animais trazendo muita prosperidade, mas não precisávamos exagerar.
Sedentarismo e obesidade
O sedentarismo prevalece em 41% dos homens e 50% das mulheres. Talvez mais alarmante, 33% dos jovens entre 15 e 19 anos. Ne meia idade, a taxa sobe para 53,5% de 45 a 54 anos e para 64,4% de 65 a 74 anos. Ser sedentário significa gastar menos de 10% do que se ingere diariamente. Se a ingestão é de 3.000 calorias, é gastar menos do que 300 calorias.
Caminhar no shopping por 20 minutos gasta 120 calorias. Tocar corneta por meia hora já gasta 60 calorias ! Mais a briga com o vizinho, deve chegar bem perto. Brincadeiras a parte, ser sedentário é ser extremamente inativo. É ficar o dia todo parado. Não há nenhuma justificava para isso. Apesar das diversas causas de obesidade, o sedentarismo é de longe o principal fator.
A obesidade é um dos principais fatores de risco da doença coronariana, mas também contribui para diversas alterações orgânicas. Como:
·         Colelitíase
·         Artropatias
·         Varizes
·         Hérnia de hiato
·         Dermatopatias
·         Desajustes psicológicos
·         Aumento da incidência de câncer cólon, útero e próstata
·         Insuficiência respiratória, ronco, apneia do sono e diminuição da capacidade vital
·         Hipertensão arterial
·         Resistência à insulina
·         Aumento da incidência de morte súbita.
·         Diminuição da capacidade cardiovascular e respiratória
·         Diminuição da flexibilidade e da força muscular
·         Alterações posturais
·         Sobrecargas articulares
·         Alterações do equilíbrio e coordenação
·         Piora da eficiência nas atividades motoras.
Conscientização é fundamental
A introdução de um programa global, com orientação nutricional, apoio psicológico, tratamento clínico e/ou cirúrgico e um programa de atividades físicas é a melhor forma de se combater a obesidade. A conscientização é fundamental para o sucesso do programa.
Os programas de condicionamento físico devem seguir os mesmos princípios utilizados para a população geral, respeitando-se as limitações individuais e com atenção aos processos patológicos associados em função do sobrepeso.Pequenas lesões, mesmo sem gravidade implicam na interrupção dos treinamentos e na quebra da sequência.
Apesar do objetivo primário do programa de exercícios ser o aumento do gasto calórico total, no início esse gasto será pequeno, mas vai estimular o organismo, despertar os processos metabólicos, adormecidos até então. Isso melhora a forma como o corpo lida com os alimentos, como absorve, como excreta e como armazena as gorduras, os açucares e as proteínas. Deve também promover os mais variados estímulos, isto é, resistência, força, elasticidade, bem como a solicitação dos diversos grupamentos musculares.
Os benefícios da atividade física são inúmeros, porém eles ocorrem em longo prazo, e, portanto, os exercícios devem ser ao mesmo tempo eficientes e motivantes, para que se garanta a adesão ao programa de treinamento. Da mesma forma, a dieta. Grandes restrições são difíceis de serem mantidas.

A ideia fundamental é a mudança de comportamento, dos hábitos de vida, ou melhor dizendo, é a adoção de um novo estilo de vida, para sempre. Afinal é preciso viver mais, para conseguir pagar e usufruir a aposentadoria!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Tabagismo

                    O CIGARRO FAZ BEM À  SAÚDE...
                                                                                              João Joaquim de Oliveira *
O tabagismo é a principal causa evitável de morte em todo o mundo. Nos EUA cerca de 500.000 pessoas morrem a cada ano de doenças provocadas pelo cigarro. Este número equivale a 20 % de todos os óbitos naquele país. No Brasil esta cifra chega a 150.000 mortes / ano.  As grandes campanhas contra o tabagismo tiveram seu marco em 1964 quando as sociedades médicas  norte-americanas alertaram sobre a significativa relação entre os componentes do cigarro  e câncer de pulmão . O primeiro e segundo  exportadores de cigarro são EUA e Brasil respectivamente. Como a produção americana vem caindo e a do Brasil aumentando, estima-se que em breve o Brasil se tornará o principal produtor  e exportador de tabaco. Liderança esta nada promissora pelos impactos que isto representa para a saúde pública doméstica e mundial
O tabagismo é tóxico para qualquer ser vivo, determinando a morte inclusive de insetos herbívoros que tenham contato com a flor e folhas do vegetal . A toxicidade torna-se maior se ele é seco e queimado como ocorre na brasa do cigarro cuja temperatura excede 800o C , quando então por reações de pirólise surgem outras substâncias extremamente  tóxicas ao organismo. Todas as formas de apresentação do fumo são altamente lesivas; sejam elas em pasta, rapé, pó nasal ou as diversas formas fumadas como cigarro artesanal, industrial, charuto ou cachimbo.
Os malefícios para a saúde são proporcionais ao número de cigarros fumados/dia e tempo do vício.  Todavia, vale ressaltar que existe interação com outros vícios como álcool e drogas ilícitas, além da susceptibilidade individual para sofrer esta ou aquela doença causada pelo cigarro. Quando o fumante , mesmo leve, tem alguma condição mórbida (doença) ainda que incipiente ou controlada, a exemplo de hipertensão, diabetes, cardiopatia, o risco de um evento  mórbido com sequelas   ou morte súbita é bastante alto.
Popularmente há alguns mitos e verdades sobre o tabagismo. O hábito de o fumante não tragar a fumaça como acontece com os apreciadores de charuto e cachimbo de fato reduz a chance de câncer pulmonar, mas aumenta as taxas de câncer de boca e vias aéreas altas como faringe e garganta. O filtro do cigarro diminui a incidência de câncer pulmonar mas aumenta o risco de infarto. A explicação, nesta última circunstância,  se dá pela fumaça aspirada altamente concentrada em monóxido de carbono (CO). O filtro limita a aspiração (diluição) do ar ambiente (rico em oxigênio), aumentando a saturação de monóxido de carbono para os pulmões. O CO é um dos maiores causadores de doenças cardiovasculares, entre elas a mais mortal o infarto do miocárdio.
Os tão propagados cigarros de baixo teor nicotínico trazem em sua composição muitos aditivos químicos que os tornam mais odoríficos, mas cujos efeitos são  igualmente tóxicos como a nicotina. Por terem baixo teor de nicotina o indivíduo tende a fumar mais unidades/dia, sofrendo  portanto, a mesma toxicidade dos cigarros com teor normal de nicotina e alcatrão.
O fumante passivo, aquele que convive diariamente com um fumante ativo ,está exposto aos mesmos riscos. Esta ameaça se explica pela corrente de fumaça lateral do cigarro e pelos tóxicos expirados pelo fumante, sendo agravante quando esta convivência se dá em ambiente fechado como dormitório ou ambiente de trabalho.
As principais vítimas do tabagismo passivo são os cônjuges e filhos de  fumantes. Crianças de pais fumantes têm sérios riscos de contrair doenças respiratórias como asma, bronquite , infecções respiratórias e formas graves de câncer .
Trabalhos científicos mostram que o cigarro , quando aceso,  exala cerca de 5000 substâncias tóxicas. Destas as principais são a nicotina, alcatrão, benzopireno e  o monóxido de carbono. Os principais efeitos nocivos seriam bloqueio respiratório, desorganização da divisão celular, deficiência imunológica, formação de células cancerígenas, déficit circulatório em órgãos vitais (coração, cérebro, rins), impotência sexual, infertilidade conjugal, etc. As maiores causas de morte no fumante são, infarto, derrame cerebral, câncer (de pulmão, vias aéreas altas, boca e todo o aparelho digestivo, rins, bexiga e colo de útero), doenças pulmonares (asma, bronquite, enfisema).
Pelo contato direto com a fumaça ,os órgãos da respiração , especialmente os pulmões, tornam-se o alvo principal das ações deletérias  do cigarro. O pigarro, a tosse , a respiração entrecortada e ofegante  são comuns a todo fumante e sinalizadores de doença crônica futura se o vício não for abandonado. Para chegar ao enfisema basta comparar o pulmão a um fole;  um sistema elástico cuja função primordial é a troca do dióxido de carbono(CO2), expelido pelos pulmões , por oxigênio atmosférico. A nicotina e demais tóxicos destruindo estas fibras elásticas tornam o pulmão como uma bexiga inelástica, insuficiente, cheia de CO2 e outros tóxicos,  intoxicando e comprometendo todo o organismo. No coração e sistema circulatório as principais conseqüências do fumo são a aterosclerose, a hipertensão, os derrames cerebrais, a coagulação do sangue, a trombose venosa  ou arterial e o infarto do miocárdio.
O maior risco e temor ao fumo decorrem de seu potencial cancerígeno e mal-formações fetais. O cigarro possui cerca de 60 cancerígenos, com agressivos efeitos sobre o DNA, os óvulos e os espermatozóides. Assim pode causar câncer não só no fumante mas ,em sua prole. Das mal-formações congênitas as mais comuns são o lábio leporino(grave malformação labial,  por vezes associada com anomalias  de cavidade oral,  garganta e pálato) e as cardiopatias congênitas .
O combate e o tratamento do tabagismo deveriam começar pela restrição à sua divulgação e propaganda. Considerando  o cigarro uma “droga lícita”, as leis relativas ao “marketing” mostram-se pouco eficazes. O principal meio de propaganda é o próprio viciado que  exerce um  efeito cascata na perpetuação do hábito em todos os seus contatos sociais.
Existem várias modalidades terapêuticas para o tabagismo. As medidas mais eficientes como em todo o vício seriam o esclarecimento por profissionais de saúde, escolas e órgãos sanitários sobre os riscos da dependência.
Com a decisão tomada de abandonar o vício, o fumante dispõe desde medidas psicoterápicas, aconselhamento médico, acupuntura, grupos de ajuda compostos de ex-fumantes e medicamentos que vão atuar minimizando a ansiedade e outros sintomas da fase de abstinência. Entre os  fármacos podem-se empregar os antidepressivos,  tranqüilizantes e mais modernamente os adesivos cutâneos de nicotina. Esta nicotina absorvida através da  pele vai atuar diretamente no cérebro saciando o desejo de fumar. Não constitui medicamento milagroso. Deverá ser usado em doses decrescentes com o objetivo apenas de auxiliar nos sintomas de irritabilidade e ansiedade comuns no período  de “desmame”do cigarro.

Como se vê, após a leitura deste artigo , o cigarro faz muito bem à saúde. Obviamente  que à saúde contábil  das indústrias do tabaco  e pessoas que comercializam o cigarro . Estas sim, desgraças à saúde e vida  dos fumantes, têm a saúde financeira cada vez  melhor . 

terça-feira, 6 de junho de 2017

DIABETES


DIABETES - SAIBA MAIS 


Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parlamento Europeu e a Federação Internacional de Diabetes (IDF) deram início a um trabalho de conscientização dos políticos e tomadores de decisão, a respeito do estado atual e das consequências da pandemia de diabetes tipo 2.
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Essa iniciativa foi tomada considerando que, atualmente, em todo o mundo, um em cada 11 adultos sofre de diabetes, o que representa uma população de 415 milhões de afetados. Os custos diretos e indiretos do tratamento dessa população até 2030 ultrapassarão 1 trilhão de dólares americanos.
Além disso, aumenta cada vez mais o número de pessoas com pré-diabetes, que hoje já representam um contingente de 320 milhões de indivíduos. Metade dos portadores de diabetes ignora sua condição e quando finalmente esses pacientes são diagnosticados, metade já apresenta uma ou duas complicações.
Em 2015, 5 milhões de mortes foram atribuídas às complicações do diabetes, representando uma morte a cada seis segundos. As organizações responsáveis por esta iniciativa consideram que, apesar do reconhecimento de que são necessárias estratégias nacionais para o enfrentamento desta catástrofe sanitária, não está sendo feito o suficiente para a implantação de políticas eficazes para conter a epidemia de diabetes e suas complicações.
Declaração de Berlim
Por este motivo, patrocinaram a reunião de especialistas de mais de 30 países para elaborarem um guia de ações a serem tomadas para amenizar as consequências da epidemia de diabetes. Reunidos em Berlim, em 2016, estes especialistas elaboraram um documento conhecido como Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes (“early action on diabetes”), recentemente publicado.
O que é?
A Declaração de Berlim prevê que as ações sejam tomadas baseadas em quatro pilares: a prevenção do diabetes tipo 2, o diagnóstico precoce, o controle dos pacientes com diabetes e o acesso ao tratamento correto. Os especialistas foram divididos em grupos para trabalhar especificamente em cada uma dessas vertentes. O grupo de prevenção considerou que se não fizermos nada, em 2040, 10% da população mundial será portadora de diabetes do tipo 2, com aumento de 20% nos gastos nacionais em saúde.
Aconselha diminuir em 10% o açúcar (calorias) presente nas dietas individuais, através de campanhas educativas e de medidas fiscais, como sobretaxar as bebidas açucaradas e os alimentos não saudáveis. Essas sobretaxas poderiam eventualmente subsidiar alimentos saudáveis como verduras, cujo consumo deveria aumentar em 50%.Os países devem ter políticas voltadas para a prevenção do diabetes do tipo 2.
Recomenda-se:
·        Educação alimentar nas escolas, além de áreas e horários para a prática de atividade física nos postos de saúde e praças públicas.
·        Implantar um sistema de rotulagem voltado para a facilidade de compreensão do consumidor, com  um código simbólico, por exemplo, cinco estrelas para os alimentos saudáveis e com apenas uma estrela para alimentos ricos em carboidratos e gorduras saturadas.
·        Restaurantes e lanchonetes devem indicar a quantidade de calorias nos cardápios.
·        Os municípios devem facilitar a construção de ciclovias e ter programas de incentivo à pratica de esportes.
O papel do Brasil
O representante do Brasil no grupo de prevenção foi o Dr. Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM). As metas a serem atingidas com essas medidas seriam as de conseguir deter o aumento do diabetes e da obesidade até 2025 e diminuir em um terço a mortalidade prematura por diabetes até 2030.
O grupo responsável por estudar medidas relacionadas à detecção precoce do diabetes considerou que é importante aumentar a detecção dos casos, porque metade dos portadores desconhece o diagnóstico e o diagnóstico precoce pode diminuir as complicações e a mortalidade.Os países devem elaborar planos nacionais de detecção.
No Brasil, de acordo com a nossa representante, a Dra. Denise Reis Franco, pesquisadora do centro de pesquisas CPClin, o Ministério da Saúde se comprometeu a ampliar a triagem para diabetes em 60%,  de acordo com o plano de ação estratégico para prevenir e controlar doenças não transmissíveis. Isso seria alcançado realizando testes em unidades de saúde e farmácias da comunidade. A meta a ser atingida é a redução de 25% na frequência de complicações relacionadas com o diabetes detectadas, quando do diagnóstico, até 2025.
O grupo que se dedicou a estudar medidas para melhorar o controle dos pacientes diagnosticados, propõe que sejam auditados os locais onde a maioria dos pacientes é tratada. Busca-se conhecer qual é o grau de controle dos pacientes, se os exames que são realizados para verificar o controle e para o diagnóstico das complicações estão sendo feitos na frequência recomendada.
Além disso, foram propostos incentivos financeiros e não financeiros para as instituições que têm os pacientes melhor controlados, menor intervalo de tempo entre as avaliações para os pacientes com pior controle.Também são propostas medidas educacionais, como o maior número de horas dedicadas ao diabetes nas escolas de medicina e campanhas dirigidas ao paciente, de modo a divulgar o que é um bom controle do diabetes e sua importância. Nosso país foi representado pelo Dr. Augusto Pimazoni Netto,  da Unifesp. O objetivo das medidas é, a cada ano, aumentar em 10% o número de pacientes que atingem as metas de bom controle.
E, finalmente, a Dra. Fernando Thome, da SBEM, subscreve, pela comissão de acesso ao tratamento correto, que indicou que os países devem ter um programa nacional sobre o manejo do diabetes, com metas clínicas de consenso. Devem ter uma lista atualizada dos medicamentos aprovados, em nível nacional, com a implementação de medidas para superar os obstáculos ao acesso aos medicamentos. Deve também elaborar até 2025 um plano de acesso equitativo ao tratamento do diabetes para os setores público e privado.
Se todos os países tomarem medidas para respaldar a implantação das políticas descritas na Declaração de Berlim sobre a intervenção precoce no diabetes, poderemos atenuar a atual trajetória de epidemia do diabetes e melhorar a condição de centenas de milhões de pessoas afetadas por essa condição.Você está convidado a apoiar.


sábado, 29 de abril de 2017

vegetarianismo

                                    TODOS AO VEGETARIANISMO

João Joaquim  

O Estado brasileiro está sendo destituído ignominiosamente de sua credibilidade, de sua honra, de seu respeito, de sua grandeza como nação soberana. Faltava alguma coisa para essa desclassificação, para esse depauperamento. Não falta mais. Um grupelho de homens públicos e privados se encarregou da empresa. Uma de nossas principais commodities foi colocada em cheque. E não é culpa dessa mercadoria de primeira necessidade, a carne.
Ao contrário do que foi intitulada a operação da polícia federal , “operação carne fraca”, outro nome deveria ter sido criado. Deveria ter sido nominada operação mentes fracas. Tal o grau de insanidade e sandice dos que perderam o uso da massa encefálica cinzenta; os alienados, idiotas, néscios, tolos, parvos e mentecaptos. Os que tiveram a infeliz ideia de fazer o que? Trocar etiquetas com validades vencidas, injetar água no frango, revitalizar as carnes com ácido sórbico, embalar as carnes com papelão e outros trambiques a mais. Ideias de  doidivanas. Poderiam ao menos ter sido mais inventivos, e não foram.
O que deliberei de ora avante é me tornar vegetariano ou vegano. Nada de proteína que venha de bicho que esperneia, nem tão pouco proteínas  que cheirem a carne pútrida ou revitalizada com tais e outros produtos químicos. Muito sintomático e sediciosos foram os diálogos editados e publicados pela Policia Federal nos áudios autorizados pela justiça.
Agora imaginem muitos outros inauditos e propositadamente deixados fora dos  autos, não divulgados para nós consumidores.

Supositiciamente,  temos o seguinte:

- Fulano: E aí, sicrano, como estão aqueles lotes de alcatra fora do freezer há 7 dias?
- Sicrano: Uai chefe, (sicrano mineiro, pelo uso do uai) têm vários cortes já com bichos-varejeira.
- Fulano: Não tem de quê. Tudo é proteína. Tal qual o bicho-de-goiaba. Tasca nessas carnes aí umas porções de ácido bórico( se fosse sórbico, inda ia bem, mas bórico) e nitrosaminas, cozinhe tudo e faça salsichas. Fica bom que é uma beleza.
- Sicrano: Arre, deu-me até engulho. Fim da ligação.

Eu fico de cá a imaginar os adeptos e aficionados de um bom churrasco, aquela picanha, aquele cupim. Um detalhe positivo é que ninguém terá deficiência de vitamina C, o mesmo ácido ascórbico.
E as sugestões das carnes com colônias de salmonelas/ as bactérias campeãs de gastroenterocolites?  Aquele quadro do chamado piriri com  diarreia, cólicas abdominais, desidratação e outros achaques nada agradáveis. Outro diálogo bem emblemático :
- Faça cocção de tudo e produza linguiças e salsichas. Ordenou um outro gerente de um frigorifico investigado. Ao cabo e no frigir das carnes e dos ovos tudo se encerra em proteínas, em comida muito sadia( sem trocadilho com uma das marcas sob suspeita).

O que concluo depois de tanta putrefação, azedume e fermentação é que vou me sustentar com  alimentação do reino vegetal. Sequer quero comer ovos, leite e derivados. Porque não sei como são criados pintos e frangos. Nem que ração são oferecidas à aves.
E faço mais algumas exigências. Alface e grãos sem agrotóxicos. Porque ainda tem os riscos dos defensivos agrícolas. O grande mal de tais inseticidas, é que são promotores de graves doenças  como câncer, leucemias, aplasia (destruição, atrofia) de medula óssea e insuficiência hepática ou renal.
Vegetais orgânicos. São essas as minhas opções alimentares. São hortaliças, legumes e grãos cultivados sem agrotóxicos, sem pesticidas e sem fertilizantes. Ao natural e com as forças e nutrientes do meio ambiente. De preferência cultivados em estufas de casa ou em jardineiras, porque aí tenho certeza da origem dos vegetais.
Enfim, meus compatrícios, esta é uma oportunidade única. De todos se aderir ao princípio da vegetarianismo. Esqueçam essa história de carne fraca. Convertam-se ao mundo e à pureza do vegetarianismo, porque ele é muito mais forte e não apodrece fácil. Março/2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

OS 4 HUMORES

SER FELIZ  E  FLEUMÁTICO OU RAIVOSO E BILIOSO
João Joaquim 


Quando se fala em humor em nossos tempos vem logo à nossa memória aquele sentido que tem o termo de se referir à vocação ou tendência latente em cada um para a alegria, para a graça, para o riso, enfim àquele momento de relaxamento de ansiedade, enfim estar em  serenidade. Tal predisposição da alma e do espírito se tornou até uma arte, uma profissão. No Brasil, temos como exemplos um Tom Cavalcante, um Jô Soares e Chico Anísio (falecido) entre muitos outros humoristas  menos famosos.
Na verdade, trata-se de uma habilidade nata. O indivíduo já nasce engraçado. Um exemplo muito sabido , em âmbito mundial,  foi Charles Chaplin. Ele em si era o humor em pessoa, além de grande dramaturgo e exímio ator.
A origem do que hoje entendemos como humor vem de priscas eras e tinha outro significado. Ainda hoje temos resquícios do que era estudado pela antiga medicina. Vamos então a questões pontuais da história. Hipócrates, considerado o pai ou precursor da medicina propôs a teoria dos quatro humores. Eram eles o sangue, a fleuma, a bílis amarela e a bílis negra. Outro pensador e médico que defendia a mesma teoria foi o grego Claudio Galeno, de Pérgamo. Admite-se que a homeopatia criada por Samuel Hahnemann (1755-1843) foi inspirada na teoria dos quatro humores de Hipócrates e Galeno.
De fato há mesmo um certo nexo lógico entre os dois cientistas . Galeno pode ser  Considerado o pioneiro das chamadas formulações magistrais. São aquelas cujos princípios ativos são variáveis, a depender do paciente e profissional que as indica. Diferente da chamada fórmula  oficinal cujos ingredientes são fixos e tem validade mais prolongada.
Eu disse que a medicina atual tem resquícios da medicina hipocrática e galênica. Ao menos em terminologia. Por exemplo, nos olhos temos dois tipos de humor, o aquoso que preenche a câmara anterior do globo ocular e o humor vítreo (translúcido como vidro) que preenche a parte posterior dos olhos antes da retina. São componentes gelatinosos de grande importância na fisiologia da visão.
Outros pensadores e cientistas também defenderam a teoria inicial de Hipócrates e Galeno. Um exemplo que a história registra é a do médico suíço Paracelso (1493-1541). Ele dava muito realce por exemplo à composição e efeito dos minerais no organismo humano. Talvez dele  é que tenha nascido a ideia da chamada “medicina ortomolecular”. Prática não reconhecida pelo conselho federal de Medicina.
A tese central da teoria dos quatro humores de Hipócrates era que a saúde do indivíduo, a chamada homeostase interna dependeria da perfeita concentração e equilíbrio dos quatro humores: sangue, fleuma, bílis negra e bílis amarela.
O sentido das ideias de Hipócrates em sua teoria dos humores remanesce na medicina moderna e na cultura popular, senão vejamos alguns significados.
Do sangue temos os adjetivos  sanguíneo, sanguinário e pletórico. Traz a conotação de um indivíduo avermelhado, mau,  raivoso e colérico. De fleuma temos, fleumático  e diz-se do indivíduo sereno, pacífico, calmo. De bílis, bilioso, angustiado, deprimido. O termo humor negro por exemplo traz esse sentido, amargurado, deprimido, sem nenhuma graça ou encanto.
Por isso e como recomendação de boa saúde é  que eu, o que aqui vos escreve,  continuo fleumático, banhado dos humores da alegria, do riso e de felicidade.
Em termos científicos o que temos hoje? Dos quatro humores de real temos o sangue e a bílis. A cor da bílis é amarela e única. Ela pode se tornar negra, no caso de uma inflamação , de uma infecção o em sangramento de vias biliares. Talvez a fleuma a que se referia Hipócrates seja a linfa, da circulação linfática, de cor esbranquiçada tirante ao leite. Mas, ela nada tem a ver com efeito de alegria e bom humor. Se alterada e represada ela vai causar inchaço, edema e muito desconforto no órgão envolvido. A bílis fora da circulação hepática ( vias biliares) é uma substância altamente irritante e passível de graves complicações no abdome. O sangue quando diluído, com hemoglobina baixa gera  a anemia. Se muito concentrado, contrário da anemia, ele causa um estado pletórico, o indivíduo fica afogueado, vermelho e tem tendência a trombose. Por isso, nessa condição existe a indicação para sangria, que consiste em simplesmente o indivíduo  doar o sangue num banco de sangue e tratar a causa dessa chamada poliglobulia, alta concentração de hemácias 

A vocação do cuidado

  De repente vêm surgindo ramos de estudos sobre alguns sentimentos humanos. E muitos desses ensaios, pesquisas sociais, antropológicas e ps...